06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Confusão após acidente de trânsito termina em confronto na Delegacia da Mulher em Manaus

Publicado em 31 de janeiro, 2026

Confusão após acidente de trânsito termina em confronto na Delegacia da Mulher em Manaus

Advogado e policiais civis entram em luta corporal durante registro de ocorrência na zona leste da capital. (Foto: Reprodução)

Um desentendimento provocado por um acidente de trânsito ocorrido na sexta-feira (30) terminou em uma ocorrência de grande repercussão dentro da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), no bairro Cidade de Deus, zona leste de Manaus. O episódio envolveu o advogado Robert Lincoln da Costa Areias e uma mulher, que teve a identidade preservada, e culminou em confronto físico entre o advogado e policiais civis.

De acordo com informações iniciais, a discussão começou ainda na via pública após a colisão entre os veículos. Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma troca de ofensas entre os envolvidos, com o advogado simulando estar armado ao colocar a mão na cintura e desferindo golpes contra o carro da condutora. Um terceiro homem tentou intervir para conter a situação, enquanto a mulher permaneceu dentro do veículo durante a discussão.

Após o ocorrido no trânsito, os envolvidos seguiram até a Delegacia da Mulher para registrar a ocorrência. Já dentro da unidade policial, a situação se agravou. Testemunhas relataram que o advogado, apontado inicialmente como autor de ameaça e violência contra a mulher, passou a confrontar os agentes responsáveis pelo atendimento.

Ainda segundo os relatos, Robert Lincoln tentou interferir nos procedimentos policiais e teria feito ameaças à delegada de plantão, alegando que acionaria diretamente o delegado-geral da Polícia Civil. O clima de tensão evoluiu para uma luta corporal entre o advogado e investigadores que estavam no local.

Em nota, a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB/AM) repudiou a atuação dos policiais civis, classificando a conduta como excessiva e violenta. A entidade afirmou que não tolera violações às prerrogativas da advocacia e que adotará medidas institucionais para apuração dos fatos e eventual responsabilização penal dos agentes envolvidos.

A OAB/AM informou ainda que o advogado não foi preso em flagrante e deixou a delegacia acompanhado pelo presidente da Comissão de Prerrogativas. Segundo a Ordem, serão acionados o Ministério Público e a Corregedoria de Segurança Pública, além de pedidos de afastamento cautelar e exoneração dos investigadores por suposto abuso de autoridade.

A entidade não se pronunciou sobre as acusações de agressão e ameaça atribuídas ao advogado no início da confusão. Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil do Amazonas ainda não havia divulgado nota oficial com a versão dos investigadores nem informações sobre o estado de saúde dos envolvidos após o confronto.

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