
Ministro do STF cita riscos à segurança e vínculo com investigações ao negar pedidos de Magno Malta e Valdemar Costa Neto (Foto: Beto Barata/PL; Saulo Cruz/Agência Senado)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, nesta quinta-feira (29), os pedidos de visita do senador Magno Malta (PL-ES) e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No caso de Magno Malta, a decisão levou em consideração um ofício do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que relatou a tentativa do parlamentar de acessar o local de custódia sem autorização prévia. O documento também aponta que o senador tentou realizar gravações no local, o que foi impedido pelos policiais. Para Moraes, a conduta representou risco à disciplina da unidade e à segurança do sistema de custódia.
Em nota, Magno Malta afirmou que não tentou visitar Bolsonaro, mas apenas buscou informações sobre o ex-presidente.
Já em relação a Valdemar Costa Neto, Moraes destacou que o dirigente partidário é investigado no mesmo conjunto de apurações que envolvem Bolsonaro. O ministro lembrou que a Primeira Turma do STF retomou investigações relacionadas ao pedido apresentado por Valdemar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para anular votos de urnas eletrônicas, com base em um laudo produzido pelo Instituto Voto Legal.
Na mesma decisão, Moraes autorizou as visitas de quatro aliados políticos de Bolsonaro: os deputados federais Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Hélio Lopes (PL-RJ), o senador Wilder Morais (PL-GO) e Luiz Antônio Nabhan Garcia, ex-secretário de Assuntos Fundiários.
O ministro também atendeu a pedido da Polícia Militar e alterou os dias de visitação, que passam a ocorrer às quartas-feiras e aos sábados. Além disso, Bolsonaro foi autorizado a realizar caminhadas monitoradas em áreas previamente definidas pela unidade custodiante.