
Ação mira registros da votação de 2020 e provoca reação de autoridades locais às vésperas das eleições de meio de mandato. (Foto: Reprodução)
O FBI realizou uma operação no Centro Eleitoral e Operacional do Condado de Fulton, na Geórgia, como parte de uma investigação relacionada às alegações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre supostas fraudes nas eleições de 2020. A instalação, localizada nos arredores de Atlanta, concentra o armazenamento de materiais eleitorais e registros oficiais do pleito.
Em nota sucinta, a agência federal informou que a ação ocorreu por meio de mandado judicial e envolveu a coleta de documentos ligados à eleição presidencial. Autoridades do condado confirmaram que agentes recolheram centenas de caixas contendo cédulas eleitorais mantidas em local considerado seguro.
A iniciativa gerou forte reação de lideranças locais. A comissária do condado de Fulton, Mo Ivory, classificou a operação como uma interferência política e acusou o governo federal de tentar desestabilizar o processo democrático em um momento sensível, com eleições legislativas marcadas para novembro. Segundo ela, o condado avalia medidas judiciais para contestar a ação.
A Geórgia deve sediar uma das disputas mais acirradas pelo Senado, com o democrata Jon Ossoff buscando a reeleição. A operação ocorre dias após Trump voltar a defender publicamente, em evento internacional, a narrativa de fraude eleitoral já rejeitada por tribunais e autoridades eleitorais.
Paralelamente, o governo federal move uma ação judicial para obter formalmente os registros eleitorais de 2020 sob custódia do Judiciário local, ampliando a tensão entre autoridades federais e estaduais.
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