
Manifestantes veem avanço autoritário no país e denunciam impactos sobre direitos civis e política externa. (Foto: Reprodução)
Centenas de pessoas ocuparam a região da Trump Tower, em Manhattan, para protestar contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exigir a abertura de um processo de impeachment. O ato reuniu moradores de Nova York que apontam um crescimento de práticas autoritárias e um cenário de instabilidade política no país.
Com cartazes espalhados pela Quinta Avenida, os manifestantes expressaram insatisfação com diferentes aspectos do governo, desde a política migratória até decisões na área internacional. Frases pedindo o fim do ICE, críticas à postura do governo em relação à Otan e à Groenlândia, além de mensagens diretas contra Trump, marcaram a mobilização.
Para muitos participantes, o primeiro ano do segundo mandato do republicano simboliza uma ruptura com valores históricos da democracia norte-americana. A aposentada May, de 84 anos, afirmou temer pelos rumos do país e pelo futuro das próximas gerações. Segundo ela, há um retrocesso de décadas nas conquistas ligadas aos direitos civis, além de um tratamento considerado desumano aos imigrantes.
Mesmo com temperaturas extremamente baixas, os manifestantes permaneceram no local por cerca de uma hora. Entre eles estava Marge, de 82 anos, que criticou duramente a condução da política migratória e a tentativa de anexação da Groenlândia, vista por ela como um afastamento dos aliados históricos dos Estados Unidos.
Já Tom, de 30 anos, avaliou que, apesar das polêmicas do primeiro mandato, o atual governo tem surpreendido negativamente. Para ele, decisões recentes na política externa reforçam o temor de um avanço autoritário no país.
Donald Trump reassumiu a presidência em janeiro de 2025, tornando-se o 47º chefe de Estado norte-americano. Desde então, seu governo vem sendo marcado por medidas consideradas duras em diversas áreas, provocando reações internas e tensões diplomáticas com parceiros tradicionais.