
Autoridades mantêm bloqueio da rede e acusam potências estrangeiras de estimular manifestações. (Foto: Reprodução)
O Irã permanece há 84 horas sem acesso à internet, após as autoridades do país determinarem o corte da rede global e dos serviços de telefonia móvel em resposta aos protestos contra o governo. A informação foi confirmada pela ONG Netblocks, que monitora interrupções de conectividade em todo o mundo.
Segundo a organização, o bloqueio teve início na quinta-feira (9), após uma grande manifestação em Teerã e a circulação, nas redes sociais, de vídeos que mostravam a dimensão dos protestos. Desde então, a interrupção segue em vigor em todo o território iraniano.
Nesta segunda-feira (12), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os protestos “tornaram-se violentos e sangrentos” com o objetivo de criar uma justificativa para uma possível intervenção militar dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um encontro com diplomatas estrangeiros em Teerã.
O chanceler não apresentou provas que sustentem a acusação, mas garantiu que a situação no país está “totalmente sob controle”. Ativistas, no entanto, afirmam que ao menos 544 pessoas morreram desde o início das manifestações, a maioria delas manifestantes.
O governo iraniano também acusa Estados Unidos e Israel de estarem por trás da mobilização popular, alegação que é recorrente em momentos de instabilidade política no país.