
Proposta em tramitação na Aleam prevê campanha estadual para prevenir intoxicações de crianças e animais domésticos. (Foto: Herick Pereira)
Durante o período de férias escolares, quando crianças passam mais tempo em casa e aumentam as interações com o ambiente doméstico, cresce também o risco de acidentes envolvendo plantas ornamentais tóxicas. Diante desse cenário, tramita na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o Projeto de Lei nº 656/2025, que institui a Campanha Estadual de Conscientização sobre os Riscos das Plantas Ornamentais Tóxicas para Crianças e Animais Domésticos.
A proposta prevê ações permanentes de orientação à população sobre espécies vegetais que oferecem riscos à saúde humana e animal, especialmente em residências, escolas e espaços coletivos frequentados por crianças e animais de estimação. O objetivo é ampliar o acesso à informação e reduzir casos de intoxicação, mais frequentes em períodos em que os menores permanecem por mais tempo dentro de casa.
Segundo o texto do projeto, a campanha deve integrar ações de educação e saúde pública, estimulando escolhas mais seguras quanto ao uso de plantas ornamentais. A iniciativa também estabelece a divulgação de listas com espécies potencialmente tóxicas, orientações sobre sintomas de intoxicação por ingestão ou contato e medidas preventivas.
Estão previstas ações educativas em escolas, unidades de saúde, feiras agropecuárias, pet shops e estabelecimentos que comercializam plantas e flores. O projeto autoriza ainda a formalização de parcerias com universidades, conselhos profissionais, organizações da sociedade civil, entidades de proteção animal, conselhos tutelares e instituições de ensino públicas e privadas.
Entre as estratégias de divulgação estão a distribuição de cartilhas informativas, campanhas em redes sociais, rádio e televisão, além da realização de palestras, oficinas, eventos públicos de orientação e a apresentação de alternativas seguras de plantas para ambientes frequentados por crianças e animais.
Dados da Sociedade Brasileira de Toxicologia indicam que uma parcela significativa dos casos de intoxicação por plantas envolve crianças com menos de cinco anos e animais domésticos, como cães e gatos. A curiosidade natural aliada ao fácil acesso a essas espécies é apontada como fator de risco, o que reforça a importância de iniciativas preventivas de informação e conscientização.
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