06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Oposição aposta em queda de veto presidencial ao PL da Dosimetria no Congresso

Publicado em 08 de janeiro, 2026

Oposição aposta em queda de veto presidencial ao PL da Dosimetria no Congresso

Sóstenes Cavalcante declarou nesta quinta-feira (8) que o Congresso Nacional deve derrubar o veto integral. (Foto: Reprodução)

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou nesta quinta-feira (8) que o Congresso Nacional deve derrubar o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da Dosimetria, que trata da revisão do cálculo de penas aplicadas a condenados por atos antidemocráticos.

A manifestação ocorreu após Lula vetar, em cerimônia no Palácio do Planalto, o texto aprovado pelo Legislativo que previa mudanças na execução penal de réus envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A decisão presidencial foi anunciada no mesmo dia em que os atos completaram três anos.

Em publicação nas redes sociais, Sóstenes criticou duramente o veto e afirmou que há votos suficientes para revertê-lo na próxima sessão do Congresso. Segundo o parlamentar, a medida será analisada por deputados e senadores em sessão conjunta, como prevê o rito constitucional.

O deputado foi um dos principais articuladores da proposta na Câmara, ao lado de parlamentares da oposição e de integrantes da família Bolsonaro. O texto foi aprovado pelos deputados em dezembro do ano passado e, na sequência, recebeu aval do Senado.

A proposta original previa anistia aos condenados, mas enfrentou resistência significativa dentro do próprio Congresso. Diante do impasse, o relator na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), apresentou um substitutivo que retirou a anistia e manteve apenas dispositivos relacionados à redução das penas.

O projeto altera a Lei de Execução Penal ao estabelecer novos critérios para progressão de regime, fixando percentuais mínimos de cumprimento da pena, além de prever regras para remição e possibilidade de compatibilização com prisão domiciliar. Atualmente, a legislação permite a progressão após o cumprimento de 16% da pena, nos casos em que não há violência ou grave ameaça.

Com o veto presidencial, caberá agora ao Congresso decidir se mantém a decisão do Executivo ou se restabelece o texto aprovado pelo Legislativo.

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