
Gustavo Petro reagiu a falas do presidente dos EUA feitas após operação que resultou na captura de Nicolás Maduro. (Foto: Reprodução)
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou protestos em todo o país para esta quarta-feira (7), após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consideradas ofensivas e ameaçadoras pelo governo colombiano.
Em publicação na rede social X, Petro pediu que a população participe das manifestações e exiba a bandeira nacional como forma de defesa da soberania do país. O presidente informou que estará na Praça Bolívar, em Bogotá, onde fará um discurso. Os atos estão previstos para o fim da tarde, no horário local.
As declarações de Trump ocorreram após uma operação realizada no sábado (3) na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro. No domingo (4), o presidente norte-americano afirmou que Petro seria “um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos” e sugeriu que essa situação “não duraria muito tempo”.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma futura operação dos EUA em território colombiano, Trump respondeu que a ideia “parecia boa”, o que ampliou a repercussão diplomática do caso.
Em resposta, Petro rejeitou as acusações e afirmou que seu governo mantém ações de combate ao tráfico de drogas. O presidente também criticou a política externa norte-americana, afirmando que os Estados Unidos estariam tentando retomar uma lógica de dominação sobre países da América Latina.
Em novas publicações, o líder colombiano mencionou a Doutrina Monroe e declarou que esse tipo de posicionamento viola o direito internacional. Petro ainda fez comparações históricas ao afirmar que discursos de expansão territorial já provocaram conflitos globais no passado.
Nos últimos dias, o presidente também pediu que a população se mobilize para defendê-lo contra o que classificou como possíveis atos ilegítimos de violência, destacando que as forças de segurança devem proteger os cidadãos e a soberania nacional.
Até o momento, a Casa Branca não comentou oficialmente as declarações do presidente colombiano nem a convocação dos protestos.
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