04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição

Publicado em 29 de dezembro, 2025

Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição

Mais de 50 mil corredores estão inscritos. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Corrida Internacional de São Silvestre chega à sua centésima edição em 2025 com recorde de participação: mais de 50 mil corredores inscritos. Criada em 1925 pelo jornalista Cásper Líbero, a prova surgiu após ele assistir a uma corrida noturna em Paris e decidir trazer a ideia para São Paulo, sempre no último dia do ano.

A primeira edição ocorreu em 31 de dezembro de 1925, com largada às 23h40 no Parque Trianon, na Avenida Paulista. Sessenta atletas se inscreveram, mas apenas 48 largaram. O percurso tinha 8,8 quilômetros e o vencedor foi Alfredo Gomes, que completou a prova em 23m19s. Alfredo foi o primeiro atleta negro a representar o Brasil em Jogos Olímpicos, em Paris, em 1924.

Inicialmente disputada apenas por brasileiros, a corrida passou a aceitar estrangeiros residentes no país a partir de 1927. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a prova se tornou internacional, abrindo espaço para atletas de diversos países. As mulheres passaram a competir em 1975.

Desde então, a São Silvestre se consolidou como a corrida de rua mais tradicional do Brasil e só deixou de ser realizada em 2020, em razão da pandemia da covid-19. Embora a prova tenha completado 100 anos em 2024, é em 2025 que ocorre oficialmente sua centésima edição.

Entre os brasileiros que marcaram a história da competição está José João da Silva, vencedor em 1980, encerrando um jejum de 34 anos sem vitórias nacionais.

Outro destaque é Marilson Gomes dos Santos, maior vencedor brasileiro desde a internacionalização, com três títulos (2003, 2005 e 2010). No feminino, Maria Zeferina Baldaia venceu em 2001 e se tornou referência no atletismo nacional após uma trajetória marcada por dificuldades.

A maior vencedora da história da São Silvestre é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos consecutivos. O queniano Paul Tergat aparece em seguida, com cinco vitórias. Desde 1945, os brasileiros conquistaram a prova 16 vezes, sendo 11 no masculino e cinco no feminino.

Atualmente, a São Silvestre é considerada uma prova democrática, com largadas específicas para atletas de elite, cadeirantes, pessoas com deficiência e corredores amadores. Também há a São Silvestrinha, voltada para crianças e adolescentes, realizada em data diferente no Centro Olímpico do Ibirapuera.

A largada começa às 7h25 com atletas PCDs, seguida pela elite feminina às 7h40 e pela elite masculina às 8h05.

A organização em ondas permite a participação segura e inclusiva de atletas de diferentes níveis técnicos, reforçando o caráter popular e simbólico da corrida que encerra o ano nas ruas de São Paulo.

Agência Brasil

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