
Valdemir Santana dirige o PT municipal e a CUT estadual
A Junta Interventora do Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal) acusou hoje (22/11) Valdemir Santana, presidente afastado do órgão, de ter acumulado R$ 4,5 milhões em uma previdência privada. “Como um trabalhador metalúrgico pode acumular tanto dinheiro assim?”, indaga André Ricardo da Costa Inácio, advogado do grupo.
Em coletiva realizada às 13h, no hotel Blue Tree, os integrantes da junta revelaram também que a diretoria sob o comando de Valdemir Santana sacou, de 2013 a 2016, R$ 38.100.923,37 na boca do caixa, em banco, sem qualquer registro contábil. “Ninguém sabe quanto não chegou sequer a ser depositado”, afirma o engenheiro perito avaliador Gustavo Merolli. O escritório Merolli Avaliação e Perícia é responsável pelo Primeiro Laudo Técnico Pericial Independente sobre prestação de contas, modelo financeiro, critérios de gestão e tratativa do patrimônio imobilizado do sindicato.
O laudo mostra que, em acordos judiciais, bens imóveis foram penhorados e leiloados sem que os valores auferidos tenham sido repassados aos trabalhadores metalúrgicos sócios do sindicato.
O presidente da junta provisória, Adriano Simões Mendes, mostrou imagens de como os novos dirigentes do Sindmetal encontraram a sala onde deveriam estar guardados os livros de contabilidade. O ambiente estava revirado e nenhum registro foi deixado no local. “Os documentos dos últimos cinco anos foram retirados para dificultar nosso trabalho de auditoria”, acusou.
Valdemir Santana é presidente municipal do PT em Manaus e presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ele foi afastado por decisão da Justiça Trabalhista, que nomeou a Junta Interventora.