
Previsões sazonais indicam risco para agricultura e aumentam alerta sobre eventos extremos. (Foto: Reprodução)
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou, nesta quinta-feira (4), que há 55% de probabilidade de formação de um episódio fraco de La Niña entre dezembro e fevereiro. Mesmo com o resfriamento típico do fenômeno no Oceano Pacífico central e oriental, o cenário não deve ser suficiente para reduzir o calor global — que continuará acima do normal em diversas regiões do planeta.
Segundo a OMM, os dados de novembro mostravam condições limítrofes de La Niña, mas a tendência é que o fenômeno permaneça moderado e de curta duração. Ainda assim, seus efeitos podem influenciar padrões climáticos nos próximos três meses, aumentando a possibilidade de extremos como enchentes e secas, especialmente em áreas já vulneráveis. Esses eventos podem impactar diretamente a produção agrícola e comprometer colheitas.
A projeção da agência da ONU também aponta que, entre 2026 e o início de 2027, há 65% a 75% de chances de o clima voltar a um estado neutro, sem atuação significativa de La Niña ou El Niño. A entidade reforça que não há previsão de El Niño no curto prazo — fenômeno que costuma intensificar chuvas em partes das Américas e ampliar o risco de inundações.
As previsões sazonais, segundo a organização, são fundamentais para orientar governos e setores econômicos. Ajustes antecipados na agricultura, no fornecimento de energia, na saúde pública e no transporte podem gerar milhões de dólares em economia, além de reduzir perdas humanas ao permitir ações rápidas de preparação e resposta.
O alerta reforça o contexto já observado por estudos recentes da própria OMM, que indicam probabilidade elevada de que o aquecimento médio anual ultrapasse 1,5°C em algum momento entre 2023 e 2027 — patamar crítico no combate às mudanças climáticas.
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