
Vice-governador projeta continuidade administrativa e defende ampliação de programas sociais em eventual sucessão. (Foto: Ricardo Machado)
O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, afirmou estar preparado para assumir o comando do Governo do Estado caso o governador Wilson Lima renuncie no próximo ano para disputar o Senado. Pela legislação eleitoral, Wilson deve deixar o cargo até abril de 2026, seis meses antes da eleição de 4 de outubro. Confirmada a renúncia, Tadeu assume o governo de forma definitiva e permanece no cargo até 31 de dezembro de 2026, quando se encerra o atual mandato.
As declarações foram dadas em entrevistas a veículos de imprensa local nesta semana, quando o vice-governador fez um balanço dos 35 meses de atuação na vice-governadoria. Ele afirmou que deseja ser lembrado pela capacidade de entregar resultados em pouco tempo e pela postura de diálogo constante. “Quero que as pessoas se lembrem de mim como alguém que, em pouco tempo, fez muito pelo Amazonas. Quero ser lembrado como alguém que dialoga, que escuta e que se esforçou para não deixar que a vida político-partidária de palanque me contaminasse. Eu sou comprometido em servir”, declarou.
Segundo Tadeu, a preparação para uma eventual sucessão passa pelo contato direto com as realidades do estado. Ele destacou que já esteve em todos os 62 municípios, conversando com lideranças e buscando compreender demandas locais. Na saúde, citou os mutirões de cirurgias oftalmológicas que beneficiaram 7,3 mil pessoas em mais de 20 cidades.
“Estou na linha de sucessão e, caso tenha de assumir o governo, preciso estar pronto. Tenho dedicado tempo a me aprofundar, escutar e compreender principalmente quem está no interior”, afirmou.
Questionado sobre prioridades para 2026, Tadeu defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas à população vulnerável e ao empreendedorismo. Ele apontou a necessidade de expandir o Auxílio Estadual Permanente, incluindo a atualização dos valores pagos às famílias beneficiadas.
Também defendeu a ampliação do Crédito Rosa, programa de incentivo ao empreendedorismo feminino, e a expansão do Prato Cheio — que hoje possui 18 unidades na capital e 26 no interior — para funcionamento aos fins de semana.
O vice-governador afirmou que a continuidade administrativa exigirá compromisso com políticas estruturantes e diálogo permanente com a população.
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