
Travamento do equipamento, vídeos de Amauri Gomes e acusação de sabotagem ampliam tensão política às vésperas do ano eleitoral. (Foto: Divulgação)
A roda-gigante instalada na Ponta Negra travou na noite deste sábado (22/11), pouco mais de 48 horas após a inauguração, deixando visitantes presos no alto e gerando pânico entre familiares e pessoas que acompanhavam a atração na orla de Manaus. O Corpo de Bombeiros realizou o resgate e o equipamento voltou a funcionar após a intervenção técnica.
O episódio ocorreu em meio ao acirramento político que envolve a nova atração turística. A instalação do equipamento vem sendo alvo de críticas da oposição ao prefeito David Almeida, cujo nome é cogitado para disputar o Governo do Amazonas em 2026. O acidente coincidiu com vídeos divulgados pelo ex-vereador Amauri Gomes, que, horas antes, gravou imagens de uma caixa de energia no complexo para sustentar suspeita de “ligação clandestina”.
Segundo a Prefeitura de Manaus, a roda-gigante é operada por uma empresa privada por cessão de uso onerosa. Permissionários do complexo pagam pelo uso da subestação local, e o município é responsável pelo pagamento da energia à concessionária. A gestão municipal afirma que todo o fornecimento ocorre dentro da legalidade.
Vídeos gravados por pessoas que estavam no equipamento mostram desespero durante a paralisação. Antes da chegada do Corpo de Bombeiros, funcionários da empresa tentaram manusear a estrutura, segundo testemunhas, sem equipamentos de proteção individual.
A empresa responsável não havia se manifestado até a última atualização das informações.
A paralisação ocorreu pouco depois de Amauri Gomes abrir uma caixa de energia em área restrita do complexo turístico enquanto gravava vídeos para redes sociais. A cena motivou debate público.
Segundo uma fonte que estava no local, a violação do equipamento ocorreu instantes antes da pane, levantando questionamentos sobre eventual interferência externa. Amauri afirmou que acionou a Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e a Amazonas Energia para verificar o que considerava uma “ligação irregular”.
O prefeito David Almeida fez uma transmissão ao vivo após o incidente, na qual afirmou que a equipe de Amauri esteve no local para “cortar fios” e sugeriu possível sabotagem. Ele disse que o episódio será investigado e que as imagens das câmeras de segurança serão requisitadas.
Amauri, que já foi suplente na Câmara Municipal, relatou que permaneceu na Ponta Negra desde a tarde fazendo inspeções e que a pane “reforçava” sua denúncia. Ele registrou ocorrência no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e pediu acesso às imagens.
O episódio ocorre às vésperas do ano eleitoral. A oposição tem usado a operação da roda-gigante para criticar a gestão municipal, enquanto aliados de David Almeida classificam as ações de Amauri como tentativa de politização do incidente. O prefeito é um dos nomes cotados para a sucessão estadual de 2026, caso o governador Wilson Lima renuncie para disputar o Senado.
Após a atuação de equipes técnicas e do Corpo de Bombeiros, a roda-gigante voltou a operar normalmente na noite do próprio sábado. A Prefeitura reforçou que a atração seguiu todos os trâmites legais, possui laudos técnicos e opera mediante autorização formal.
A Prefeitura de Manaus repudia veementemente o ato de vandalismo ocorrido neste sábado, 22/11, com a violação da caixa de energia elétrica que alimenta a roda-gigante instalada no complexo turístico Ponta Negra, zona Oeste. A ação criminosa coincidiu com a interrupção do funcionamento do equipamento, gerando transtornos ao público e representando um grave risco à segurança da população.
A prefeitura reforça que a carga de energia utilizada pelo equipamento é adequada, está devidamente dimensionada e opera dentro dos padrões exigidos. E que a instalação da roda-gigante seguiu todos os trâmites legais, amparada em processo administrativo regular, laudos técnicos e no Termo de Cessão de Uso Oneroso com a administração municipal.
A prefeitura esclarece também que a energia utilizada pelos permissionários do complexo turístico está incluída na taxa de permissão do espaço público, de forma proporcional à atividade realizada, sendo de responsabilidade da prefeitura as faturas mensais com a concessionária do serviço. Portanto, todo o fornecimento elétrico na área ocorre dentro da legalidade.
A prefeitura reafirma o compromisso da plena legalidade dos serviços prestados pelo município e com a segurança da população manauara.
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