
Segundo a corporação, operar drones em áreas restritas sem autorização configura infração administrativa e pode ser enquadrado como crime,. (Foto: Reprodução)
A Polícia Federal impediu 60 voos proibidos de drones em zonas estratégicas de Belém (PA) durante a primeira semana da COP30, conferência global da ONU sobre mudanças climáticas. As operações ocorreram principalmente no aeroporto internacional de Belém, no Parque da Cidade, onde acontecem as negociações, e no Porto de Outeiro.
Entre 10 e 15 de novembro, o sistema de monitoramento da PF identificou 1.165 drones operando sem autorização nessas áreas restritas. Desde o final de outubro, quando a corporação iniciou os preparativos para o evento, já foram registrados 2.270 equipamentos irregulares, e 184 tentativas de voo proibido acabaram sendo interrompidas.
A segurança do espaço aéreo durante a COP30 é coordenada pelo Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas, núcleo liderado pela Polícia Federal com apoio das Forças Armadas e de órgãos de segurança pública.
Para impedir riscos, a PF utiliza tecnologia de interceptação de drones, capaz de invadir a frequência de comunicação do equipamento. Após assumir o controle, o sistema determina se o dispositivo retorna ao operador ou se deve ser derrubado.
Segundo a corporação, operar drones em áreas restritas sem autorização configura infração administrativa e pode ser enquadrado como crime, conforme a legislação penal e aeronáutica.