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Os Estados da Amazônia Legal transacionaram 6,57 milhões de metros cúbicos de madeira nativa em tora em 2024. Os dados fazem parte do Anuário Timberflow, elaborado pelo Instituto de Manejo e Certificação Agrícola e Florestal (Imaflora), que monitora o fluxo comercial de madeira da região desde 2017. O volume representa uma queda leve de 0,32% em comparação com 2023, indicando estabilização após redução mais intensa ocorrida no ano anterior.
O Pará lidera a lista dos Estados que mais comercializaram madeira em tora, com 2,6 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 40% de toda a produção da Amazônia Legal. Em seguida aparecem Mato Grosso, com pouco mais de 1,6 milhão de metros cúbicos, Rondônia e Amazonas. Amapá e Acre tiveram os maiores crescimentos proporcionais na série anual, com variações acima de 60%.
Entre os municípios, Portel e Prainha, ambos no Pará, encabeçam o ranking, com 483 mil e 309 mil metros cúbicos movimentados, respectivamente. O estudo aponta que esses polos funcionam como nós logísticos relevantes para o planejamento de infraestrutura, fiscalização e análise de riscos na cadeia florestal.
A madeira serrada segue como o principal produto manufaturado da região, somando 2,47 milhões de metros cúbicos. No mercado interno, São Paulo é o maior destino da madeira amazônica, enquanto os Estados Unidos lideram as exportações, que totalizaram 203 mil metros cúbicos em 2024.
Para o diretor de Florestas e Restauração do Imaflora, Leonardo Sobral, o Anuário consolida dados essenciais para decisões estratégicas do setor. Segundo ele, a concentração da produção em três Estados reforça a necessidade de mecanismos de governança e transparência no mercado de madeira nativa.
Nas Concessões Florestais Federais, o volume transacionado foi de 379 mil metros cúbicos, sendo 79% provenientes do Pará. O estudo registra variações entre florestas nacionais como Saracá-Taquera, Altamira, Caxiuanã, Crepori, Jamari e Jacundá. As espécies mais negociadas em tora são maçaranduba, angelim, cupiúba e cumaru, que juntas representam um quarto das transações.
Segundo o coordenador de Florestas do Imaflora, Felipe Pires, os dados oferecem base para políticas de expansão do manejo sustentável e modernização industrial, reduzindo pressão sobre a floresta e ampliando valor agregado na cadeia produtiva.
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