07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

PL quer impedir bancos de reduzir limite de crédito sem aviso prévio

Publicado em 04 de novembro, 2025

PL quer impedir bancos de reduzir limite de crédito sem aviso prévio

Proposta do deputado Roberto Cidade obriga instituições financeiras a comunicar redução com 30 dias de antecedência e proíbe aumento de limite sem consentimento do consumidor (Foto: Herick Pereira/Aleam)

Com a aproximação do fim de ano e o aumento natural do consumo, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), chama atenção para o Projeto de Lei nº 655/2025, de sua autoria, que busca garantir mais transparência nas relações entre bancos e clientes. A proposta obriga as instituições financeiras a comunicarem com antecedência mínima de 30 dias qualquer redução no limite de crédito de cartões ou cheque especial — prática que hoje pode ocorrer de forma abrupta e sem aviso.

O PL também proíbe o aumento automático do limite de crédito, exigindo autorização expressa do consumidor antes que a mudança seja aplicada. Para o parlamentar, essas medidas evitam prejuízos ao planejamento financeiro das famílias e combatem a indução ao superendividamento.

“O crédito pessoal é instrumento fundamental da organização financeira da população. Quando o banco reduz limite sem aviso ou aumenta sem o consentimento do cliente, ele desequilibra a relação e coloca o consumidor em risco. Isso pode gerar inadimplência, juros elevados e até impedir o pagamento de despesas básicas”, explicou Cidade.

Segundo o projeto, a comunicação sobre redução de limite deve ser feita de forma clara e comprovável — carta registrada, e-mail ou mensagem com confirmação de leitura. Já o aumento só poderá ocorrer mediante anuência formal, seja por contrato, aplicativo ou outro meio que registre a autorização do cliente.

Cidade lembra que a proposta também tem função preventiva, especialmente no fim do ano, período de maior circulação de crédito e compras parceladas. “O consumo aquece a economia, mas não pode ser trampolim para endividamento. A prática de aumentar limites sem pedido do cliente é abusiva e estimula gastos que muitas vezes ele não tem condição de arcar”, afirmou.

O projeto segue em tramitação na Aleam.

Assuntos relacionados: #DireitoDoConsumidor, #Crédito, #Endividamento, #Aleam, #RobertoCidade, #ConsumoResponsável

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