04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Dia Mundial da Alimentação: programa Prato Cheio reforça combate à fome no Amazonas

Publicado em 16 de outubro, 2025

Dia Mundial da Alimentação: programa Prato Cheio reforça combate à fome no Amazonas

Iniciativa garante refeições saudáveis e fortalece o vínculo com a cultura e os alimentos da região (Foto: Jimmy Christian/Seas)

Nesta quinta-feira (16/10), é celebrado o Dia Mundial da Alimentação, que, neste ano, traz como tema “De Mãos Dadas por Melhores Alimentos e Um Futuro Melhor”, estabelecido pela Organização Food and Agriculture Organization (FAO), com o objetivo de incentivar a cooperação global por um futuro sustentável e com segurança alimentar. No Amazonas, o programa Prato Cheio, executado pelo Governo do Estado, tem sido um dos principais aliados no combate à fome e na promoção da segurança alimentar de milhares de famílias.

Coordenado pela Secretaria Executiva Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (Seasan), que faz parte da Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas), o programa se consolidou como referência nacional, servindo de modelo para iniciativas semelhantes em outras regiões do país. Atualmente, o Prato Cheio conta com 44 unidades, entre restaurantes e cozinhas populares, distribuídas em todo o estado. Somente neste ano, já foram servidas 3.317.993 refeições, sendo 1.637.185 na capital e 1.680.808 no interior.

A secretária executiva adjunta da Segurança Alimentar e Nutricional, Lane Edwards, destaca que o programa desempenha um papel essencial na redução da fome e na promoção da saúde alimentar no Amazonas.

“O Prato Cheio é um programa transformador para as famílias em situação de vulnerabilidade e contribui diretamente para a segurança alimentar e combate à fome no Amazonas. Por meio dele, o Governo do Estado garante dignidade e alimentação para a população”, ressalta Lane.

Neste ano, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome, um avanço significativo nas políticas públicas de segurança alimentar. No Amazonas, o Prato Cheio tem contribuído para esse resultado ao garantir o acesso diário a refeições de qualidade.

De acordo com a nutricionista Maria Célia Cerdeira da Rocha, da Gerência de Segurança Alimentar e Nutricional (Gsan/Seas), o foco do programa é garantir uma alimentação digna, acessível e sustentável.

“Sair novamente do Mapa da Fome representa um avanço importante para o país, pois demonstra que as políticas públicas de segurança alimentar estão contribuindo para ampliar o acesso à alimentação adequada. O programa Prato Cheio tem papel essencial nesse cenário ao oferecer refeições equilibradas, seguras e nutricionalmente adequadas à população em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

Segurança na alimentação

Para Otávio Fernandes, de 66 anos, que frequenta a unidade do Prato Cheio no bairro São José, zona leste, desde o ano passado, o programa representa mais do que acesso a uma refeição de qualidade, é também um apoio essencial para quem enfrenta dificuldades financeiras.

“Pra quem não tem condições de pagar por uma alimentação saudável, o Prato Cheio é a solução. É uma comida boa, nutritiva. Para mim, significa segurança alimentar e a certeza de ter uma refeição todos os dias”, afirmou.

Francisco Maia de Almeida, de 67 anos, frequenta o Prato Cheio há mais de dois anos. Para ele, o programa oferece uma alimentação digna, saborosa e de qualidade, e mesmo morando longe, faz questão de ir todos os dias até o local para se alimentar.

“O Prato Cheio representa muitas coisas boas. É a chance de alimentar o corpo e é realmente importante na nossa vida. Agradeço a Deus por esse programa existir, vale muito a pena”, afirmou.

Cardápio saudável e equilibrado

A elaboração dos cardápios nas unidades do Prato Cheio é feita por uma equipe técnica de nutricionistas, que planeja as refeições de forma equilibrada, segura e adequada às necessidades da população atendida.

As refeições seguem as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira, priorizando ingredientes frescos e minimamente processados, além de respeitar os hábitos e tradições alimentares do povo amazonense.

Além disso, segundo a nutricionista Maria Célia, incluir alimentos regionais no cardápio é uma forma de valorizar a cultura e a sustentabilidade. “A utilização de alimentos regionais, além de valorizar a cultura local, fortalece a economia da região e garante uma alimentação mais fresca, nutritiva e sustentável”, explicou.

Restaurantes e cozinhas

O programa conta com dois tipos de unidades: os restaurantes populares, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, oferecendo refeições completas ao valor simbólico de R$ 1, e as cozinhas populares, que distribuem sopas gratuitamente, garantindo 1 litro de alimento por pessoa, de segunda a sábado, no mesmo horário.

Os cardápios, elaborados por nutricionistas, são variados, equilibrados e adequados às necessidades nutricionais da população, com mudanças diárias conforme o dia da semana.

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