
A coletiva de imprensa para detalhar a operação ocorrerá às 10h, no auditório Bandeira de Araújo, na sede do MPAM (Foto: Divulgação)
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Metástase, que investiga fraudes e favorecimentos em contratos da área da saúde pública. As ações ocorrem em Manaus e Joinville (SC), com o cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão e outras medidas cautelares.
Conduzida pela 77ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a operação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), em razão do envolvimento de recursos federais nos contratos sob suspeita.
A Metástase é um desdobramento da Operação Jogos Marcados, deflagrada no semestre passado, que já havia identificado indícios de corrupção, superfaturamento e uso de empresas de fachada para desvio de recursos da saúde.
De acordo com o MPAM, estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e três prisões preventivas em Manaus e Joinville. Também foram determinadas medidas de afastamento de servidores públicos, suspensão de empresas investigadas e bloqueio de bens que somam cerca de R$ 1 milhão. Um cofre foi apreendido durante as diligências na sede da secretaria investigada.
As investigações apontam que uma família controlava diversas empresas que participavam de licitações públicas combinando valores com agentes públicos. O esquema incluía pagamento de propina para acelerar a liberação de valores e superfaturamento de contratos, resultando em prejuízos aos cofres públicos e impacto direto no atendimento à população.
A coletiva de imprensa para detalhar a operação ocorrerá às 10h, no auditório Bandeira de Araújo, na sede do MPAM, no bairro Ponta Negra.
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