
Criado em 1969 pelo banco central da Suécia, o prêmio de Economia é o mais recente entre os concedidos em homenagem a Alfred Nobel (Foto: X/@NobelPrize)
A edição de 2025 do Prêmio Nobel de Economia consagrou três nomes que ajudaram a explicar como a inovação move o desenvolvimento das nações. O holandês Joel Mokyr, o francês Philippe Aghion e o canadense Peter Howitt foram anunciados nesta segunda-feira (13) como vencedores da mais alta honraria da área, concedida pela Real Academia Sueca de Ciências.
De acordo com o comitê do prêmio, os pesquisadores mostraram, cada um a seu modo, como o avanço tecnológico e a disposição social para aceitar novas ideias são fundamentais para o crescimento sustentável. A premiação é acompanhada de 11 milhões de coroas suecas — cerca de US$ 1,2 milhão.
Professor da Universidade Northwestern, Joel Mokyr se destacou por usar fontes históricas para investigar as origens do progresso contínuo. Ele defende que as inovações só prosperam quando há explicações científicas que sustentem sua aplicação e quando a sociedade está aberta à mudança.
Aghion e Howitt, por sua vez, criaram um modelo matemático nos anos 1990 que ajudou a entender o fenômeno conhecido como “destruição criativa” — quando novas tecnologias substituem as antigas e forçam empresas a se reinventar. Para a Academia, o trabalho dos dois explica como esse processo, embora gere tensões, é essencial para manter as economias dinâmicas.
Joel Mokyr, 79 anos, nasceu em Leiden, na Holanda. Doutor pela Universidade de Yale, leciona História Econômica na Northwestern University, nos Estados Unidos.
Philippe Aghion, 69, é natural de Paris e doutor pela Universidade Harvard. Atualmente, é professor no Collège de France e colabora com o Instituto Europeu de Administração de Empresas e a London School of Economics.
Peter Howitt, também de 79 anos, nasceu no Canadá, fez doutorado na Northwestern University e atua como professor na Brown University, em Providence, nos EUA.
Criado em 1969 pelo banco central da Suécia, o prêmio de Economia é o mais recente entre os concedidos em homenagem a Alfred Nobel. Desde então, já reconheceu nomes como Milton Friedman, Paul Krugman e Ben Bernanke.
Em 2024, o prêmio foi entregue a Simon Johnson, James Robinson e Daron Acemoglu, por estudos sobre como a colonização e as instituições moldaram as desigualdades entre países.
Com a edição de 2025, a Academia reforça o papel da inovação como motor central das transformações econômicas — e o desafio permanente de equilibrar progresso, competição e inclusão social.
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