05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Aeroportos fazem a diferença entre viver ou morrer’, diz Tadeu sobre infraestrutura no Amazonas

Publicado em 30 de setembro, 2025

Foto: Ricardo Machado / Secretaria-Geral da Vice-Governadoria

O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, voltou a cobrar do governo federal mais investimentos em infraestrutura no estado. Em publicação feita nesta terça-feira (30/9), ele afirmou que a falta de conectividade aprofunda o isolamento da população e compromete o acesso a direitos básicos.

Segundo Tadeu, o cenário de precariedade em rodovias federais, a ausência de aeroportos em cidades do interior e a dificuldade de acesso à internet tornam o Amazonas ainda mais vulnerável. “No interior, muitas vezes, o avião é a única ambulância possível. Por isso, políticas de incentivo à aviação e aeroportos funcionando fazem a diferença entre viver ou morrer”, afirmou.

Isolamento e exclusão

O vice-governador reforçou que hidrovias, rodovias, aeroportos, internet rápida e energia elétrica são elementos indispensáveis para a inclusão social. “Não há inclusão possível quando aqueles que falam em democracia ignoram o isolamento de quem vive na floresta. Educação, saúde e produção rural dependem disso. O desafio da Amazônia exige ação coordenada, alinhamento político e investimentos. Não existe solução isolada”, destacou.

BR-319 como símbolo de urgência

Tadeu também voltou a defender a recuperação da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho, mas que possui trechos intransitáveis, especialmente os 400 quilômetros conhecidos como “trecho do meio”. Ele destacou que a estrada é vital para o escoamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) e para garantir o abastecimento de alimentos em períodos de seca extrema.

“Depender só dos rios que secam ou do avião caro e escasso é temerário. Precisamos de alternativas que se complementem. A BR-319 é símbolo dessa urgência. Hoje, uma viagem de carga Manaus–Porto Velho pode levar 20 horas. Com a estrada asfaltada, esse tempo cai pela metade. Se cai o custo do transporte, cai o custo do alimento”, explicou.

Impacto no custo de vida

Entre outubro de 2023 e outubro de 2024, o Amazonas enfrentou duas das piores estiagens de sua história. Nesse período, o custo médio de 22 produtos essenciais da cesta básica subiu quase 30%, segundo levantamento divulgado pela imprensa nacional.

Em outubro de 2024, Manaus chegou a ocupar a quarta posição entre as capitais com a cesta básica mais cara do país, ao custo de R$ 814,28, resultado da crise logística causada pela seca.

Para Tadeu, esses dados reforçam a necessidade de ação imediata. “Conectar o Amazonas é conectar o Brasil ao seu futuro. Investir em infraestrutura na Amazônia não é gasto. É soberania. É compromisso com um povo que nunca desistiu de fazer parte deste país”, concluiu.

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