07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mu’ap Pakup reforça ensino bilíngue para crianças indígenas em Barreirinha

Publicado em 26 de setembro, 2025

Mu’ap Pakup reforça ensino bilíngue para crianças indígenas em Barreirinha

Projeto atende mais de 70 alunos Sateré-Mawé com reforço escolar inclusivo e foco na valorização cultural (Foto: Divulgação)

Com o objetivo de fortalecer o aprendizado e garantir acesso a uma educação inclusiva, o projeto Mu’ap Pakup vem transformando a realidade de alunos indígenas Sateré-Mawé no município de Barreirinha. A iniciativa atende mais de 70 estudantes do ensino fundamental, do 1º ao 9º ano, matriculados nas escolas municipais Bom Socorro, Lena Bahia e Hilma Dutra.

Lançado em abril deste ano pela Prefeitura de Barreirinha, o projeto oferece reforço escolar bilíngue como ferramenta para superar barreiras linguísticas e pedagógicas, sem abrir mão da preservação cultural. As atividades são realizadas de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde, em turmas reduzidas de até 10 alunos.

A professora de Matemática, Renata Ribeiro, explica que o acompanhamento começa com testes diagnósticos para identificar o nível de cada aluno. “Muitos chegam sem saber ler ou contar, mas com paciência e acompanhamento individualizado estamos vendo avanços reais. É um processo lento, mas sólido”, afirmou.

Educação bilíngue como ponte para o conhecimento

Um dos diferenciais do Mu’ap Pakup é a presença de professores bilíngues, que fazem a mediação entre a língua Sateré-Mawé e o português. Para muitos alunos, a primeira língua é a indígena, o que dificulta o entendimento do conteúdo escolar tradicional.

“Eles vêm da área, muitos falam predominantemente a língua indígena e enfrentam dificuldades para acompanhar as aulas. Com o suporte dos professores bilíngues, conseguimos traduzir não só o conteúdo, mas também a lógica da aula, tornando o ensino acessível e respeitoso à cultura deles”, reforçou Renata.

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar formada por quatro professores bilíngues, uma professora de matemática, uma de português e um de educação física, que também integra a rotina pedagógica.

Para as famílias, o impacto é visível. A mãe de uma aluna, Ilca Cabral, relatou avanços significativos: “Minha filha já sabe ler graças ao apoio que recebeu. Não foi apenas ela, mas também outras crianças que participam e estão se desenvolvendo”.

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