
AM e PA unidos por violões e canto no Largo de São Sebastião
O coração de Manaus vai pulsar ao som das cordas e das vozes que unem Amazonas e Pará nesta terça-feira (17), às 19h, no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas. O encontro celebra a irmandade cultural dos dois estados com um sarau que reverencia os mestres do violão, as vozes amazônicas e a tradição do choro.
No palco, brilham nomes consagrados como os santarenos Moacir Santos e Djalma Rêgo Pereira, que já levaram o violão para os palcos nacionais, incluindo uma apresentação histórica no Domingão do Faustão, onde tocaram a quatro mãos o “Fado Tropical”. Moacir, professor do lendário Sebastião Tapajós, é um dos pilares da chamada “Terra dos Violões”.
Já Djalma, primo do próprio Tapajós, consolidou-se como compositor, intérprete e gestor cultural, deixando sua marca em festivais e projetos de valorização da música amazônica.
A noite terá ainda a energia do paraense Marcelinho, a Fúria do Guamá, multi-instrumentista que transita entre ritmos com vigor, e a força das vozes de Kokó Rodrigues — paraense radicado há décadas em Manaus — e da cantora Simone Ávila, que abrem o sarau ao lado de banda própria. O encerramento promete ser apoteótico, com todos os artistas reunidos no palco para celebrar a irmandade musical amazônica.
A presença do Grupo de Choro do Amazonas, formado em 2024 e referência na resistência cultural, reforça a ligação entre tradição e contemporaneidade. Liderado pelo flautista e saxofonista Ariel Arfaxade, o grupo é completado por Mestre Marinho Saúba na percussão, Marcondes Kalango no cavaquinho e Beto 7 Cordas no violão, nomes já celebrados no carnaval e na música manauara.
Outro destaque é o cantor, compositor e arranjador Nato Aguiar, radicado no Pará há quase quatro décadas. Mestre em Educação, pesquisador e professor da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Nato soma prêmios em festivais e atua em projetos que difundem a obra de Sebastião Tapajós.
“Este encontro é mais que um espetáculo. É um abraço entre Amazonas e Pará, que compartilham não apenas fronteiras geográficas, mas também uma herança musical que ressoa no violão, no choro e na canção amazônica”, resume o espírito da noite.
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