
Expansão do PIM bloqueada por ocupações irregulares
O Polo Industrial de Manaus (PIM) enfrenta um impasse histórico: já não há espaço físico para novas fábricas ou para a ampliação das existentes. Criado como motor do modelo Zona Franca, o Distrito Industrial responde por milhares de empregos diretos e indiretos, mas chegou ao limite da sua capacidade territorial.
Para evitar a saturação, foi planejado o Distrito Industrial 2 (DI 2), destinado a receber futuras indústrias. No entanto, a área acabou sendo ocupada irregularmente por invasores de terra, que deram origem às ocupações conhecidas como Coliseu 1, 2 e 3.
Com isso, a expansão planejada do PIM foi comprometida, e a região hoje abriga ocupações urbanas sem infraestrutura adequada, em vez de novos empreendimentos industriais.
A falta de espaço físico e de planejamento para novas áreas industriais pressiona empresas já instaladas e limita a chegada de novos investimentos. Além disso, problemas de infraestrutura viária e logística no atual Distrito Industrial agravam o cenário, dificultando o escoamento da produção e a mobilidade de trabalhadores.
O tema vem sendo discutido há anos entre gestores públicos, empresários e entidades ligadas à indústria. Entre as soluções apontadas estão a regularização fundiária, a criação de novos polos industriais em áreas estratégicas e o reforço na infraestrutura urbana e logística.
Enquanto isso, o modelo da Zona Franca de Manaus enfrenta o desafio de manter sua atratividade e garantir o futuro de um dos maiores polos de produção da América Latina.
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? Referência: Portal Marcos Santos – “Conheça Coliseu” (16/05/2023)