
Estratégia se apoia em votos anteriores de ministros em casos ligados aos atos de 8 de janeiro (Foto: Carlos Moura/STF)
Os Advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de envolvimento no suposto plano de golpe de Estado avaliam que as maiores chances de obter penas mais brandas no Supremo Tribunal Federal (STF) estão nos votos dos ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin.
A aposta das defesas se baseia no histórico de posicionamentos dos dois magistrados em julgamentos referentes aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Uma eventual divergência deles em relação ao relator poderia levar a discussão sobre a dosimetria das penas ao plenário.
Segundo a apuração, não há expectativa real de absolvição. A avaliação predominante entre os advogados é de que todos os acusados deverão ser condenados, restando apenas a possibilidade de suavizar as punições.
Os réus respondem por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Para Bolsonaro, a soma máxima das penas previstas chega a 43 anos de prisão. No entanto, sua defesa acredita em uma condenação abaixo desse teto.