
Exposição destaca ancestralidade Sateré Mawé em Parintins
Parintins, reconhecida nacionalmente como cidade da arte, recebeu no último domingo (31) a exposição Noçoquém, que valoriza a cosmovisão indígena do povo Sateré Mawé por meio da pintura digital. O projeto consolida a relevância desse território criativo e lendário na cena cultural amazonense.
Assinado pelo artista Glaedson Azevedo e pela pesquisadora Irian Butel, o projeto foi aprovado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Secretaria Municipal de Cultura de Parintins. A mostra reuniu dez obras digitais.
Segundo Glaedson, as obras nasceram de uma ampla pesquisa que envolveu literatura, relatos e experiências transmitidas pelo professor Dr. Josias Sateré.
“O projeto busca trazer visibilidade à arte tecnológica parintinense. Ele se estrutura em uma proposta inédita de diálogo entre ancestralidade e tecnologia. As obras contam as histórias do imaginário Sateré Mawé com técnicas da pintura digital — linhas, texturas, cores e luz”, explicou o artista.
Além de Glaedson, artistas como Devan Souza, Júnior Fuziel, Sandel Xavier e André Hulk também assinam obras expostas no Noçoquém.
A proposta é ampliar o alcance do projeto, levando a exposição às escolas de Parintins e à comunidade indígena Sateré Mawé de Ponta Alegre, no município de Barreirinha, a 330 quilômetros de Manaus.
“É muita alegria realizar esse projeto. Cumprimos todas as etapas previstas no edital e vamos levar as obras para outros espaços também”, comemorou Glaedson Azevedo.
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