
Ex-jogador cumpre pena no Brasil após condenação na Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O caso do ex-jogador Robinho volta ao centro das atenções do Judiciário brasileiro nesta semana, com julgamentos previstos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão por estupro coletivo, o ex-atleta cumpre pena desde março de 2024 na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo.
Na quarta-feira (20), o STJ analisará recurso da defesa que pede o recálculo da pena. Os advogados alegam que a condenação deveria seguir parâmetros da legislação brasileira, o que, segundo eles, poderia reduzir a punição.
Já na sexta-feira (22), será a vez do STF avaliar outro recurso contra a decisão que manteve Robinho preso. O ministro Luiz Fux já votou pela rejeição do pedido, acompanhado por Alexandre de Moraes. Gilmar Mendes, no entanto, pediu vista, o que suspendeu temporariamente o julgamento. O caso será retomado no plenário virtual.
Em novembro de 2024, a Corte Suprema já havia negado, por 9 votos a 2, pedidos de liberdade feitos pela defesa. Desde então, todos os recursos apresentados, tanto na Itália quanto no Brasil, foram rejeitados.
A condenação se refere a um episódio ocorrido em 2013, quando a vítima, uma jovem de 23 anos, foi violentada em uma boate de Milão. Durante as investigações, interceptações telefônicas flagraram Robinho e os demais acusados fazendo piadas sobre o crime, acreditando que não seriam responsabilizados.