07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Festa junina no Museu do Seringal celebra cultura regional e promove integração com comunidades ribeirinhas

Publicado em 03 de agosto, 2025

Festa junina no Museu do Seringal celebra cultura regional e promove integração com comunidades ribeirinhas

Terceira edição do evento reuniu danças típicas, apresentações indígenas e geração de renda para moradores da região. (Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa)

Neste sábado (2), o Museu do Seringal Vila Paraíso, em Manaus, foi palco da terceira edição do Arraial do Museu — um evento que reuniu tradições culturais, danças populares e celebrações da diversidade amazônica. A iniciativa, promovida pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, busca fortalecer o vínculo entre o espaço cultural e as comunidades ribeirinhas do entorno.

Ao longo do dia, o público conferiu apresentações de quadrilha, danças nordestinas, country e carimbó, além de manifestações de etnias indígenas como Baré, Mura, Sateré-Mawé, Kokama, Karapano e Tikuna. O arraial também abriu espaço para o comércio local, com barracas de comidas típicas e artesanatos produzidos pelos próprios moradores.

“O evento foi pensado para integrar os comunitários ao Museu e gerar oportunidades de renda com a venda de seus produtos”, explicou Emilson Araújo, gerente do espaço. Ele destacou ainda que o arraial proporciona uma experiência única de imersão na história dos antigos seringais amazônicos.

O cacique Edson Baré, da comunidade Nossa Senhora do Livramento, celebrou a chance de compartilhar saberes indígenas: “É um momento de troca cultural. A gente mostra nossa dança, nossa arte, e também aproveita para comercializar o que produzimos. É importante para todos nós.”

A programação de 2025 incluiu atrações como as danças Kaxiri na Cuia, Maracanandé, Divas do Country, Guerreiros do Sertão, Carimbó da Alegria e a quadrilha Amigos na Roça — esta última formada por moradores locais especialmente para o arraial. A professora Cláudia Baré, à frente da apresentação indígena, reforçou o papel da dança como ferramenta de resistência: “Dançar é valorizar nossa história e fortalecer a autoestima das nossas crianças”.

O evento também envolveu idosos do projeto Geronturismo, da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), que se apresentaram ao som de músicas country. “É um momento de saúde, convívio e alegria para nossos idosos”, disse a coordenadora Socorro Gomes.

Com entrada gratuita, o Museu do Seringal está localizado na margem do rio Tarumã-Mirim e funciona de segunda a sábado, das 9h às 15h, e aos domingos até 13h. O acesso é feito por transporte fluvial a partir da Marina do Davi.

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