03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Lula afirma que manutenção da democracia exige superar desigualdades sociais

Publicado em 21 de julho, 2025

Lula afirma que manutenção da democracia exige superar desigualdades sociais

Os presidentes brasileiro, chileno, uruguaio e colombiano, e o primeiro-ministro espanhol, fizeram comunicado à imprensa na tarde desta segunda (21/7), como parte da reunião de alto nível Democracia Sempre, realizada na capital do Chile, Santiago.

Extremistas

Como fez em outras ocasiões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a persistência das desigualdades sociais é terreno fértil para o surgimento de forças extremistas reacionárias. Lula defendeu que a manutenção e fortalecimento da democracia exige que todos os segmentos sociais, incluindo os super-ricos, trabalhem pelo bem-estar comum.

“Reconhecemos a urgência de lutar contra todas as formas de desigualdade. Não há justiça em um sistema que amplia benefícios para o grande capital e corta os direitos sociais. O salário médio global de um presidente de multinacional é 56 vezes maior do que o de um trabalhador. Políticas de austeridades obrigam o mundo em desenvolvimento a conviver com o intolerável: 733 milhões de pessoas passam fome todos os dias”, disse Lula, durante seu discurso.

O presidente destacou que o mundo assiste à uma ofensiva do extremismo de direita, que flerta com o fim da democracia e das liberdades individuais. Enfrentar essa ofensiva exige união de forças políticas democráticas e precisa do multilateralismo como ferramenta internacional.

Tanto no plano interno quanto internacionalmente, é preciso que haja desconcentração de renda e que os super-ricos deem sua contribuição, disse Lula.

Aliança

“A Aliança contra a Fome e a Pobreza, lançada pela presidência brasileira do G20 no ano passado, busca superar definitivamente esse flagelo. A justiça tributária é outro passo para recolocar a economia a serviço do povo. Os super-ricos precisam arcar com a sua parte nesse esforço”, destacou.

“Só o combate às desigualdades sociais, de raça e de gênero, pode resgatar a coesão e a legitimidade das democracias. A crise ambiental introduz novas formas de exclusão, com os impactos desproporcionais para os setores mais vulneráveis. Sem um novo modelo de desenvolvimento, a democracia seguirá ameaçada por aqueles que colocam seus interesses econômicos acima dos da sociedade e da pátria”.

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