16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Apresentações em escola no bairro Tancredo Neves valorizam cultura indígena

Publicado em 29 de maio, 2025

Foto: Euzivaldo Queiroz/Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Alunos da Escola Estadual Professor Rofran Belchior da Silva, localizada no bairro Tancredo Neves, zona leste de Manaus, participaram, durante todo o mês de maio, do projeto “Diversidade dos povos originários: etnias indígenas”. Nesse período, alunos do Ensino Regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) assistiram palestras sobre etnias indígenas e oficinas de artes, com o objetivo de refletir sobre a importância da cultura indígena e afro-brasileira na construção do estado e do país.

A conclusão do projeto aconteceu na noite de quarta-feira (28/05), no pátio da comunidade escolar, com apresentações culturais das turmas de Ensino Regular e EJA. Cada turma ficou responsável por apresentar, de maneira artística, uma etnia indígena para o público presente. Para o diretor da escola, José de Arimatéia, ensinar sobre a história e a cultura das etnias indígenas é ensinar a história do Brasil.

“A gente trabalha com palestras educativas, enfatizando que o aluno precisa fazer parte de todo o processo. Trazemos as etnias, convidados, para que os alunos possam se inserir na sociedade e desmistificar essa ideia de que o indígena não faz parte de todo o contexto, ressaltar a importância do indígena na sociedade, na educação”, afirmou o diretor.

Musical

Os alunos iniciaram a apresentação com uma encenação musical que retratou a história dos Yanomami, indígenas que vivem no Amazonas e em Roraima, um dos povos que mais sofrem com os impactos do garimpo ilegal na Amazônia. Os alunos da turma da 2ª série do Ensino Médio enfatizaram a inocência das crianças Yanomami e a força do povo em combater o garimpo ilegal e o desmatamento.

Em seguida, alunos da 11ª etapa da EJA apresentaram a cultura do povo Guarani, indígenas com a espiritualidade aflorada, retratando danças e objetos utilizados em seus rituais.

Para a professora Grace Lourdes Cardoso, a participação das turmas do turno noturno tornou o projeto ainda mais especial pela inclusão e valorização de todas as turmas. “É muito importante eles terem a oportunidade de demonstrar as habilidades que eles conseguiram desenvolver ao longo desse processo de formação”, ressaltou.

Ritual

Os alunos da 10ª etapa da EJA apresentaram os indígenas Ticuna, guardiões das águas do Alto Solimões. Ao abordar o Ritual da Menina Moça, cultura e tradição indígena foram valorizadas em forma de uma encenação musical. O aluno Geovane Oliveira, que representou o Pajé, líder espiritual das comunidades indígenas, conta que os ensaios foram reduzidos para se adequarem ao tempo disponível dos alunos, que trabalham durante o dia e estudam à noite.

“De uma forma ou outra os ensaios foram proveitosos, nós conseguimos aproveitar bastante o nosso tempo. A maior parte dos alunos é de adultos, então temos muitas obrigações quanto ao trabalho e afazeres de casa, mas com certeza vamos entregar um bom resultado”, destacou o aluno.

Comidas típicas

Foi representada, também, a etnia Apinajé, com os alunos da 9ª etapa da EJA que exibiram as comidas típicas, danças culturais e objetos utilizados pelos indígenas no dia a dia. Os estudantes da 1ª série do Ensino Médio apresentaram os indígenas Sateré-Mawé, retratando o famoso Ritual da Tucandeira. Por fim, os alunos da 2ª série do Ensino Médio retratraram os indígenas Karajá, destacando o grafismo e o artesanato, tradicionais da etnia.

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