04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Dona de terreno denuncia ameaças e devastação ambiental após invasão em Parintins

Publicado em 12 de março, 2025

Dona de terreno denuncia ameaças e devastação ambiental após invasão em Parintins

Além disso, o patrimônio de sua família tem sido dilapidado, com a destruição de áreas de preservação ambiental. (Foto: Reprodução)

Umas das donas de um terreno invadido em Parintins, Naizes Ribeiro, denuncia que vem sofrendo ameaças após a invasão de sua propriedade. Segundo ela, mensagens em grupos de WhatsApp e no Facebook indicam que invasores falam em acabar com sua vida. Além disso, o patrimônio de sua família tem sido dilapidado, com a destruição de áreas de preservação ambiental.

“Essas intensas invasões que acontecem na cidade de Parintins, a gente não pode normalizar jamais. Essas pessoas que estão cometendo esse crime ambiental, essa invasão de propriedade, já me ameaçaram e me intimidaram tanto por WhatsApp quanto pelo Messenger do Facebook”, relata Naizes.

Ela conta que a área invadida, onde foi realizada recentemente uma reintegração de posse, pertence à sua família há anos e foi adquirida com muito trabalho. “Meu pai sempre foi um homem trabalhador, desde novo lutou para conquistar um bem. Você não pode simplesmente invadir e se apoderar daquilo sem esforço nenhum. A gente jamais pode normalizar isso”, desabafa.

Além dos prejuízos à propriedade, Naizes denuncia o desmatamento completo da área, que servia de abrigo para animais silvestres. “Macaquinhos, cutias, fugindo da fumaça, se refugiando para se proteger no loteamento Xangar. É muito lamentável”, afirma.

Ela também ressalta o apoio da Polícia Militar, que tem atuado desde os primeiros momentos para garantir a retirada dos invasores. No entanto, mesmo após as ações, os invasores retornam. “Pela manhã foi feita a retirada, de forma pacífica, prezando a ordem e a paz, e no final da tarde voltaram de novo. Estamos sob ameaças, porque dizem que vão voltar”, alerta.

Naizes pede uma ação firme das autoridades municipais e estaduais para conter esse tipo de crime, que, segundo ela, já virou um mercado ilegal. “Eles fomentam um mercado vendendo propriedades invadidas por valores que vão de R$ 100 a R$ 2 mil. Isso precisa ter um basta”, conclui.

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