
O evento, que lotou o espaço, foi marcado por aplausos e homenagens, consolidando mais uma produção de sucesso para o cenário artístico do estado. (Foto: Divulgação)
Uma noite de celebração, emoção e reconhecimento ao cinema amazonense. Assim foi marcada a estreia do curta-metragem “Flores Secas”, roteirizado e dirigido pelo renomado artista Arnaldo Barreto, realizada no domingo (2), no icônico Teatro Amazonas, em Manaus. O evento, que lotou o espaço, foi marcado por aplausos e homenagens, consolidando mais uma produção de sucesso para o cenário artístico do estado.
O filme, que reúne mais de 60 profissionais entre produtores, atores e técnicos, narra a história de Dasdor, uma mulher que vive a frustração de não poder dar um filho ao homem amado. Seu caminho maternal se cruza com o da personagem indígena Marepe’Í, que enfrenta um dilema ao fugir de uma epidemia de febre amarela que assola sua aldeia. A trama se passa durante a grande cheia do rio Negro na década de 1950, trazendo à tona questões profundas sobre amor, perda e resiliência.
Arnaldo Barreto, diretor e roteirista do projeto, não escondeu a emoção ao ver o teatro lotado para a estreia. “Gratidão e felicidade definem este momento. Poder ver o teatro lotado para a estreia deste trabalho tão importante para mim reforça ainda mais a sensação de dever cumprido. ‘Flores Secas’ reuniu uma equipe incrível, e ver o prestígio do público presente é indescritível”, afirmou.
A protagonista Dasdor é vivida por Vanessa Pimentel, que estreia profissionalmente no cinema. “Viver essa personagem foi um grande desafio, mas superado com o suporte do Arnaldo e de toda a equipe. Acredito que conseguimos entregar uma personagem carregada de emoção em um roteiro magnífico”, destacou a atriz.
Rosa Malagueta, que interpreta a personagem Francisca, também celebrou o resultado. “A edição e a coloração do filme deram mais profundidade ao trabalho. O cinema brasileiro merece um filme como esse, e tenho certeza que ele vai a muitos festivais”, ressaltou. Adriano Rodrigues, intérprete de Sebastião, complementou: “O filme está lindo, e o enredo é tão envolvente que a gente fica com vontade de continuar assistindo.”
Com duração de 25 minutos e classificação indicativa para maiores de 16 anos, “Flores Secas” contou com uma produção minuciosa, desde a maquiagem e figurino até a fotografia, tudo pensado para recriar o ano de 1953 com autenticidade. Além disso, todos os insumos foram adquiridos em lojas de Manaus, contribuindo para o desenvolvimento da economia local.
Após o lançamento em Manaus, o filme será exibido em áreas rurais do Amazonas e inscrito em festivais nacionais e internacionais. A noite de estreia também marcou o início do Troféu das Artes 2025, premiação idealizada por Arnaldo Barreto para homenagear artistas que contribuem para a cultura amazonense. O primeiro homenageado foi Wagner Melo, diretor, cenógrafo e dramaturgo com 60 anos de carreira. Em seguida, Rosa Malagueta recebeu o troféu por seus mais de 40 anos de dedicação às artes.
Arnaldo Barreto já adiantou que novos projetos estão em andamento, incluindo o longa-metragem “A Noiva do Itamaracá”, previsto para lançamento em junho, e “Cabras do Capitão”, com uma abordagem mais política. “2025 promete, e estamos trabalhando para elevar ainda mais a cultura do nosso Amazonas”, finalizou o diretor.
“Flores Secas” é um projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital Manaus Identidade Cultural Audiovisual, e conta com o apoio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Secretaria Municipal de Cultura (Manauscult), Prefeitura de Manaus, Ministério da Cultura e Governo Federal.