
A revelação é de levantamento realizado pela Embrapa , com dados até outubro de 2024. (Foto: Divulgação/Embrapa)
O extremo oeste da Bahia ultrapassou o Noroeste de Minas Gerais e se tornou o maior polo de irrigação por pivôs centrais no Brasil, segundo levantamento da Embrapa com dados até outubro de 2024. O estudo revelou que a área irrigada no país aumentou de 1,92 milhão de hectares em 2022 para 2,2 milhões neste ano, representando um crescimento de 14% em dois anos.
O município de São Desidério (BA) lidera com 91.687 hectares irrigados, seguido por Paracatu (MG) e Unaí (MG). A Bahia também superou Goiás e agora ocupa o segundo lugar entre os estados com maior área irrigada, totalizando 404 mil hectares, atrás apenas de Minas Gerais, com 637 mil hectares.
O estudo destacou o acréscimo de 140 mil hectares e 3,8 mil novos pivôs centrais, totalizando 33.846 equipamentos. Mais de 70% desses sistemas estão no bioma Cerrado, sendo a maior parte abastecida pelas bacias hidrográficas dos rios Paraná e São Francisco.
Apesar do avanço, a irrigação brasileira ainda representa apenas 2,6% da área irrigada global. A maior parte da produção agrícola nacional permanece dependente das chuvas, um sistema mais vulnerável às mudanças climáticas.
A irrigação aumenta a produtividade em até três vezes e garante estabilidade na produção, mas exige alto consumo de água. Especialistas alertam para o rebaixamento de aquíferos, como o Urucuia, utilizado na Bahia, e desafios futuros relacionados à oferta de água e custos de bombeamento.
O monitoramento contínuo pela Embrapa e pela Agência Nacional de Águas busca garantir uma expansão sustentável, minimizando conflitos pelo uso da água e preservando recursos hídricos essenciais para a produção agrícola do Brasil.
Agência Gov