
A pesquisa mostrou ainda uma tendência de aumento nos pagamentos eletrônicos (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
O uso de dinheiro em espécie como forma de pagamento caiu significativamente nos últimos anos, mas ainda é o meio mais utilizado pelos brasileiros. Em 2023, apenas 40,5% das transações foram realizadas com dinheiro físico, uma redução de 36 pontos percentuais em relação a 2019, quando 76,6% dos pagamentos eram feitos em espécie. Os dados são da 2ª edição da pesquisa “O brasileiro e os hábitos de uso de meios de pagamento”, divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Banco Central.
Embora o dinheiro ainda seja o mais usado, o Pix ocupa a segunda posição, sendo responsável por 24,9% das transações. Quando questionados sobre o meio de pagamento preferido, 65% dos entrevistados citaram o Pix, superando o dinheiro, mencionado por 55,7%.
Ainda assim, 17,3% dos brasileiros afirmaram não ter utilizado o Pix nos últimos 12 meses. Entre os principais motivos, a falta de conhecimento sobre o funcionamento do sistema foi apontada por 37,3% dos entrevistados.
Entre os usuários do Pix que optaram por outros meios em determinadas ocasiões, os principais fatores foram:
– Rapidez de outro meio de pagamento: 33,5%
– Dificuldade de acesso à internet: 24,2%
Do ponto de vista dos estabelecimentos comerciais, o Pix também se destacou, sendo lembrado por 69,5% das empresas, à frente do dinheiro, mencionado por 64,4%.
A pesquisa mostrou ainda uma tendência de aumento nos pagamentos eletrônicos. Em 2023, 64,1% das pessoas declararam receber sua principal fonte de renda diretamente em conta bancária, um avanço expressivo em comparação aos 40,2% registrados em 2019.
Os resultados apontam para uma transformação nos hábitos financeiros dos brasileiros, com o dinheiro físico gradualmente cedendo espaço para métodos digitais, especialmente o Pix. No entanto, o desafio de inclusão digital e de maior acesso à informação ainda se mantém, especialmente em regiões com menor infraestrutura tecnológica.
A pesquisa reflete o impacto de inovações como o Pix, lançado em 2020, que simplificaram transações e ampliaram o acesso a meios eletrônicos de pagamento, destacando o papel do Banco Central na modernização do sistema financeiro nacional.