Manaus teve o final de semana mais violento de 2015 e governador José Melo fez reunião com secretário de Segurança Pública Sérgio Fontes, nesta segunda-feira (20/07). Foi criada uma força-tarefa para apurar os crimes.
Foram assassinadas 34 pessoas da noite de sexta (18/07) até a noite de domingo (20/07) e mais nove continuam internadas em hospitais da cidade vítimas de tentativa de homicídio.
A última vítima desse final de semana sangrento foi um vigilante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que reagiu à invasão e foi atingido com três tiros.

Secretário Sérgio Fontes disse que vai apurar os crimes e dar uma resposta à sociedade. Foto: Nathalie Brasil/Secom.
Os homicídios aconteceram em diversos pontos das zonas Leste, Sul, Oeste e Centro – Sul da cidade e estariam ligados às mortes do sargento Camacho da PM, dentro de uma agência bancária no bairro do Educandos, e também à decapitação de um detento dentro um presídio da capital.
O Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, disse que encara com constrangimentio essa situação e classificou toda essa violência como ‘final de semana trágico’ para a segurança pública e disse que as investigações já iniciaram para que os culpados sejam punidos e para que a população tenha uma resposta e fique tranquila. Segundo o secretário, esse número de homicídios é atípico.
As hipóteses levantadas até o momento é que essa ação violenta teria sido orquestrada por grupos de facções rivais (FDN e Os 300) em retaliação à morte do um detento, ou por policiais militares que estariam se vingando pela morte do sargento da corporação. Fontes disse que essas hipóteses não estão descartadas e que as investigações irão trabalhar nessa linha ou em outras que surgirem.
“Nós estamos buscando as explicações, estamos fazendo nosso trabalho. Aconteceu o fato criminoso e esse fato criminoso foi cometido por criminosos, sejam eles de que origem e de que motivação. Nós, como órgão se segurança pública, vamos atrás desses criminosos e vamos dar a resposta que a sociedade quer”, enfatizou.
Segundo o secretário, há indícios muito fortes de correlação entre os crimes, por conta do calibre das armas utilizadas, veículos e proximidade. No entanto, não descartou que podem ser situações isoladas, mas isso só será confirmado após as investigações.