05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em Manaus, litro da gasolina aumenta de R$ 6,89 para R$ 6,99 e Procon reforça fiscalização em postos

Publicado em 14 de outubro, 2024

Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (14/10), o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) reforçou a fiscalização nos postos de combustíveis de Manaus, após um aumento repentino no preço da gasolina, no último final de semana, que elevou o valor de R$ 6,89 para R$ 6,99. A medida visa garantir que os consumidores não sejam prejudicados por possíveis práticas abusivas das empresas do setor.

O Procon-AM também acionou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão responsável pela regulação do mercado e que tem competência para fiscalizar dentro das distribuidoras, para estar presente durante a campanha de fiscalização na capital.

De acordo com o diretor-presidente do Procon-AM, Jalil Fraxe, a função do órgão é verificar se há práticas de preço abusivo, mas não determina um valor como teto, para a revenda de combustíveis. “A fiscalização é um esforço contínuo para proteger os direitos dos consumidores e garantir a concorrência leal no mercado”, afirmou Fraxe .

O Procon sempre recomenda que o valor de venda do combustível se baseie no preço de compra do produto por parte dos estabelecimentos, mas lembra que não existe tabelamento ou controle por lei de preços para o segmento. Portanto, não cabe ao órgão de defesa do consumidor determinar valor como teto, como um limite de preço, para a revenda de combustíveis.

Em julho, o Procon-AM desencadeou a Operação Preço Justo, que resultou em mais de 70 postos de combustíveis multados por aumento de preço injustificado.

Práticas abusivas

Quando o Procon investiga uma possível prática abusiva nos preços da gasolina, o estabelecimento é notificado para apresentar as notas fiscais de compra do produto junto ao distribuidor e as notas fiscais de venda ao consumidor. Para esse processo o órgão concede um prazo de até 48 horas.

Com as notas em mãos, o Procon analisa os preços que os postos pagaram pela gasolina e os valores cobrados dos consumidores. Nesse processo, é possível verificar se, por exemplo, um posto aumentou o preço do combustível mesmo tendo adquirido o produto a um custo menor.

Se o Procon verificar aumento aparentemente injustificado do preço, novamente o estabelecimento é autuado, mas agora para se justificar. O posto então tem o prazo de 10 dias para explicar o reajuste, entregando outros documentos, como os relatórios de estoque, que comprovem os motivos de terem elevado o preço do produto.

Caso o posto não apresente a documentação ou não consiga comprovar a necessidade em aumentar o valor de venda do combustível, passa a responder um processo administrativo no Procon que pode terminar na aplicação de uma possível multa.

Os consumidores que se sentirem prejudicados podem entrar em contato com o Procon-AM por meio dos canais de atendimento disponíveis:

Telefone: (92) 3215-4009 ou 0800 092 1512.

Site: www.procon.am.gov.br

Correio eletrônico: [email protected]

Endereço: avenida. André Araújo, 1.500, Aleixo

Foto: Divulgação/João Pedro/Procon-AM

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