19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Greve da UFAM é aprovada por 21 votos de diferença. Direito, Medicina e Tecnologia ameaçam não aderir

Publicado em 09 de junho, 2015

Em uma Assembleia tumultuada, na tarde desta terça-feira (09/06), os professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado por apenas 21 votos de diferença. A paralisação começa na segunda-feira (15/06). Os cursos de Direito, Medicina e toda a Faculdade de Tecnologia ameaçam não aderir ao movimento.

voto_ufam

A assembleia geral foi tumultuada, reunindo mais de mil pessoas. Foto: Leitor/Divulgação.

Em Manaus foram 184 votos a favor da greve e 257 contra. Os votos que decidiram a favor da paralisação vieram das unidades do interior, com exceção do Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB) de Coari,  que não teve os votos computados. No total, foram 292 votos favoráveis, 271 contrários e quatro abstenções.

Cerca de mil pessoas, entre professores, funcionários técnico-administrativos e estudantes, lotaram o auditório Eulálio Chaves.

Os docentes definiram ainda que o caráter do movimento paredista é de “ocupação didática”, com a realização de eventos para debater sobre a qualidade da educação brasileira e os desafios da categoria e dos demais representantes da comunidade acadêmica na luta em defesa da universidade pública, gratuita e socialmente referenciada.

Com a decisão tomada pelos professores da Ufam sobe para nove o número de universidades federais que decidiram pela greve somente na Região Norte, oito das quais já deflagraram paralisação. Entre elas, as Universidades Federais de Acre, Amapá, Rondônia, Tocantins, Pará,  Sul e Sudeste do Pará, Oeste do Pará e Rural da Amazônia, também no Pará. Somente os professores da Federal de Roraima ainda não deliberaram sobre o assunto. Em todo o Brasil, até o momento, 26 Instituições Federais de Ensino aderiram.

Encaminhamentos

A AG dos docentes definiu que a 1ª reunião do Comando Local de Greve será nesta quarta-feira (10) às 15h, na sede da ADUA. A Assembleia decidiu também solicitar uma reunião extraordinária do Conselho Universitário (Consuni) da Ufam para deliberar sobre a suspensão de todas as atividades acadêmicas que sejam realizadas após a deflagração da paralisação, na segunda-feira (15). A categoria definiu ainda criar um “fundo de greve” para a manutenção das atividades do movimento paredista, com a contribuição de R$ 30 para sindicalizados (descontado no contracheque) e R$ 50 para não filiados (depósito bancário), por mês, enquanto durar a greve.

Cabe ao Consuni suspender o calendário escolar, diante da greve, mas fontes do portal na Ufam afirmam que isso será muito difícil. “O resultado foi muito apertado. A categoria está totalmente dividida”, disse a fonte.

Além dos docentes, já estão em greve os técnico-administrativos da Ufam, desde o dia 28 de maio, e os estudantes dos Institutos de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA), em Humaitá, e de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), em Parintins, que paralisaram as atividades nesses dois campi, nos últimos dias, em virtude da falta de condições de ensino e em protesto contra o corte da verba da Educação feito pelo Governo Federal.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.