
Em 2009, foi condenado a 25 anos de prisão (Foto: Reprodução)
O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori morreu nesta quarta-feira (11), em Lima, capital peruana, aos 86 anos. Fujimori governou o Peru na década de 1990 e se envolveu em escândalos de corrupção e violações de direitos humanos. Pessoas próximas o visitaram mais cedo nesta quarta, informando que ele estava em estado crítico.
“Depois de uma longa batalha contra o câncer, nosso pai, Alberto Fujimori, acaba de partir para se encontrar com o Senhor. Pedimos a quem o apreciou que nos acompanhe com uma oração pelo descanso eterno da sua alma. Muito obrigado pai! Keiko, Hiro, Sachie e Kenji Fujimori”, escreveu sua filha, Keiko Fujimori, em rede social.
Ele havia sido condenado a 25 anos de prisão e libertado da prisão em dezembro do ano passado devido a uma decisão da Justiça que revalidou um indulto humanitário concedido em 2017. Fujimori é acusado pelo massacre de 25 pessoas em 1991 e 1992, quando seu governo lutava contra os guerrilheiros do Sendero Luminoso.
Fujimori era visto como autocrata por muitos depois que ele usou tanques para fechar o Congresso em 1992, reformulando a Constituição a seu gosto para promover reformas de livre mercado e leis antiterrorismo rígidas.
Uma série de escândalos de corrupção durante seus 10 anos de governo também virou a opinião pública contra ele.
Pouco depois de vencer uma terceira eleição em 2000 — alterando a Constituição para concorrer — surgiram vídeos de seu principal assessor e chefe de espionagem, Vladimiro Montesinos, distribuindo dinheiro para subornar políticos. Fujimori fugiu para o exílio no Japão.
Ele renunciou por fax de Tóquio e depois fez uma campanha sem sucesso para uma cadeira no Senado japonês.
Montesinos foi posteriormente capturado na Venezuela e preso, condenado pelas centenas de vídeos que gravou de si mesmo distribuindo subornos em dinheiro a políticos e executivos de empresas e da mídia.
Os casos contra Fujimori se acumularam, incluindo acusações de que ele havia ordenado o uso de esquadrões da morte em sua batalha contra os militantes do Sendero Luminoso.
Fujimori estava seguro no Japão — ele tinha dupla cidadania e o Japão não extradita seus cidadãos, mas, em 2005, Alberto decidiu voltar ao Peru, aparentemente na esperança de ser perdoado e retornar à política.
Em vez disso, ele foi detido durante uma escala no Chile, extraditado para o Peru em 2007 e, em 2009, foi condenado e sentenciado a 25 anos de prisão.
Agência Brasil