A prisão domiciliar do traficante José Roberto Fernandes Barbosa, o ‘Zé Roberto da Compensa’, foi revogada na tarde desta quinta-feira (28/05) e ele já foi encaminhado para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). A juíza Mirza Thelma voltou atrás na concessão do benefício após ser constatado que o ambulatório da unidade prisional tem condições de atender o apenado, que se recupera de uma cirurgia no joelho.
Zé Roberto foi levado de volta à penitenciária acompanhado por uma forte escolta policial. A prisão domiciliar do traficante causou grande repercussão porque foram disponibilizados 12 policiais por turno para a escolta na residência do traficante, que é apontado como líder da facção criminosa Família do Norte (FDN). O traficante foi levado na quarta-feira para a residência dele, no bairro Cidade Nova, zona Norte.
Inspeção
O corregedor-geral de Justiça do Amazonas, desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, realizou na manhã desta quinta-feira, 28, uma inspeção no ambulatório da unidade prisional Anísio Jobim.
Acompanhado de dois médicos peritos do Tribunal de Justiça do Amazonas, do secretário de Estado de Relações Institucionais, Francisco das Chagas Cruz, e do secretário de Administração Penitenciária, coronel Louismar Bonates, ele foi verificar a necessidade de haver indicação de tratamento especial para o apenado.
A juíza Mirza Telma disse que concedeu a prisão domiciliar ao apenado com base em laudos de médicos da unidade prisional, mas os profissionais da comissão do TJAM constataram que o laudo que serviu de fundamento para a transferência do preso não indicava um tratamento especial para o interno.
Durante a inspeção, os médicos do TJAM constataram, ainda, que o ambulatório do presídio tem condições salubres para atender as necessidades do interno que, de acordo com informações médicas, a partir de agora irá precisar exclusivamente de tratamento fisioterápico e troca de curativos da cirurgia.
Louismar Bonates afirmou que o apenado pode realizar o seu tratamento médico no próprio ambulatório da unidade prisional, uma vez que há profissionais e estrutura suficientes para atender as necessidades de José Roberto.