
O garoto foi agredido com socos e chutes após se recusar a fazer um trabalho escolar com um colega (Foto: Reprodução)
Um menino de 10 anos, identificado como Luiz Eduardo Arcanjo Cordovil, morreu após ser espancado por um colega na última sexta-feira (2) dentro da Escola Municipal Dr João Queiroz, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com relatos, o garoto foi agredido com socos e chutes após se recusar a fazer um trabalho escolar com um colega de 11 anos. Revoltado, ele espancou Luiz Eduardo na saída do colégio.
Ao chegar em casa, o jovem não contou a mãe, Darlene Arcanjo, sobre as agressões. Após apresentar dores no corpo, Luiz contou a verdade aos familiares e foi levado para uma unidade hospitalar.
Quando chegou ao hospital, o menino teve piora no quadro de saúde e não resistiu aos ferimentos. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ele morreu em decorrência de um edema cerebral, hemorragia, traumatismo craniano e ação contundente.
Nesta segunda-feira (6), familiares e amigos realizaram uma manifestação com balões e cartazes em frente a unidade de ensino pedindo justiça pela morte de Eduardo. Na ocasião, eles pediram o afastamento do diretor da escola que supostamente saberia dos episódios de agressão dentro do local.
Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que o subsecretário de Gestão Educacional, Júnior Mar, vem acompanhando o caso e dando apoio aos familiares da vítima.
Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado e o caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai).
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), informa que, na manhã desta quarta-feira, 7/8, o subsecretário de Gestão Educacional, Júnior Mar, acompanhado de assessores pedagógicos que coordenam projetos de ações de combate à violência e ao bullying na rede municipal de ensino, estiveram reunidos com os pais e responsáveis dos estudantes atendidos pela escola municipal Dr. João de Queiroz, onde ouviram relatos sobre a direção da unidade.
Em conversa, ficou acordado que, nesta quinta-feira, 8/8, será realizada outra reunião com a participação de mais pais/responsáveis, já que a escola atende mais de mil alunos. A Semed prioriza pela a segurança dos estudantes e de toda comunidade escolar.
Sobre o vídeo que está circulando, informamos que o estudante foi transferido da escola, a pedido da própria mãe, ainda no primeiro semestre deste ano.