
Alison dos Santos faz quarto tempo e é finalista nos 400m com barreiras em Paris
No atletismo, Alison dos Santos teve um dia de emoções fortes. O desconforto era evidente. Alison dos Santos, o Piu, não conseguia entender o que havia ocorrido na pista.
“Como a gente trabalha com o corpo, somos atletas. É o corpo humano. Às vezes, ele faz o que a gente quer. Às vezes, não. A gente tem de estar pronto para lidar com isso”, diz Alison dos Santos.
Ele chegou em terceiro na primeira das séries semifinais dos 400m com barreiras. Só os dois melhores de cada série asseguravam vaga direta na final. Alison, então, teve que vir para um espaço reservado aos atletas que aguardam a classificação por tempo. Duas vagas nas finais são destinadas às melhores marcas dentre os que não chegaram em primeiro ou segundo nas suas séries.
A agonia vem porque currículo e talento não resolvem o problema. O bronze olímpico de Tóquio 2021, o ouro do Mundial de 2022, nada disso contava para o brasileiro.
“A partir do momento que eu sentei ali, eu tinha que esperar. Só tinha que assistir os outros correrem e ver o que poderiam fazer. Não poderia mudar nada. E essa foi a preocupação”, conta Alison Santos.
Ninguém superou a marca do Alison na segunda série. A expectativa seguia. Ainda faltava uma bateria, que contou com outro brasileiro, Matheus Lima, eliminado ao terminar com 49,08 segundos. Com a divulgação dos tempos, alívio. Nenhum terceiro colocado foi mais rápido que o brasileiro e ele avançou para a final.
“Obviamente, vou chegar relaxado, vou chegar ciente de que eu me preparei, fiz tudo o que eu podia, mas também vou procurar chegar o mais preparado possível mentalmente, mais tranquilo, para não deixar a pressão influenciar no meu resultado, para tentar um bom resultado”, afirma Alison dos Santos.
Os outros grandes nomes da prova avançaram com tranquilidade: o norueguês Karsten Warholm e o americano Rai Benjamin. A disputa por medalhas dos 400m com barreiras será na sexta-feira (9). É o tempo que Alison tem para recuperar a confiança e a alegria que nos habituamos a ver.