05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Seduc afirma, em nota, que paralisação de professores afetou mais de 30 mil alunos

Publicado em 26 de março, 2015

A paralisação dos professores na manhã desta quinta-feira (26/03) deixou sem aula 30.060 alunos de 49 escolas da rede estadual de ensino, de acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que divulgou nota negando a falta de diálogo com a categoria.

professores

Cerca de 1,5 mil professores participaram de manifestação por melhores condições de trabalho. Foto: José Rodrigues

Veja a íntegra da nota:

Segundo levantamento oficial realizado pela Seduc, por conta da paralisação realizada nesta quinta-feira (26), 49 escolas públicas estaduais tiveram suas aulas paralisadas por conta da falta de professores. Ainda segundo a Seduc, 1.702 professores não se apresentaram para o trabalho nesta quinta-feira (26). O prejuízo pela falta de aulas atingiu diretamente 30.060 alunos, somente da rede estadual de ensino.

A Seduc esclarece que as negociações sobre a pauta de reivindicações estão sendo realizadas com a representação legal e legítima da categoria dos trabalhadores da educação no Amazonas, que é o Sinteam. 

Conforme informado pelo Sinteam, os líderes sindicais foram recebidos na última terça-feira (24) pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio e ontem (25) pelo governador do Estado, José Melo. Em ambas as audiências, Estado e Município comprometeram-se em analisar toda a pauta reivindicatória e como ação prática, assumiram o compromisso de iniciar as discussões, levando em consideração a crise econômica nacional e a queda na receita de tributos que limita os investimentos.

Ao receber aproximadamente 20 líderes do Sinteam, ontem (25) na sede do Governo do Estado, o governador José Melo, acompanhado do secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva e do chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, comprometeu-se em participar pessoalmente das negociações com o Sindicato. Uma nova reunião já está agendada entre o governador e a liderança sindical para o início do mês de abril.

Como providência, o governador também autorizou a instituição imediata de uma comissão paritária com participação de representantes da administração pública e do Sinteam, para discutir pleitos e projetar melhorias para trabalhistas. Farão parte desta comissão, além de liderança sindical, representantes das Secretarias de Estado de Educação (Seduc), da Fazenda (Sefaz), de Administração (Sead) e de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti).

De acordo com a conselheira titular do Conselho Nacional de Entidades do Conselho Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Ana Cristina Rodrigues, o pleito destas referidas organizações, que culmina na proposição de uma greve generalizada é ilegal. “Greve, neste caso, é ilegal pois não possui respaldo algum da CNTE. No último mês de fevereiro o conselho geral da CNTE se reuniu em Brasília e não sinalizou com a indicação de greve para o Amazonas”, afirmou.

Segundo a conselheira, a indicação de greve só é respaldada pelo CNTE quando se esgotam todas as alternativas de negociação. “Não se pode fazer uma greve deliberadamente. É necessário que esta indicação seja precedida de um trâmite que envolve, dentre outras providências, a formação de uma assembleia com a representação de um representante legítimo do sindicato, fato que é ignorado por estes grupos”, citou Ana Cristina Rodrigues.  

Ainda segundo a conselheira, para uma greve ocorrer tem que haver um motivo maior. “Motivo este que é a ausência de diálogo entre a base da categoria e os governantes. Fato que não ocorre no Amazonas, pois a sociedade é sabedora que o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus já iniciaram o processo de discussão com a categoria visando atender os pleitos, que inclui a revisão salarial”, concluiu a conselheira do CNTE, Ana Crisina Rodrigues.

 

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