04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Novas variantes da Covid geram aumento de casos nos EUA

Publicado em 05 de julho, 2024

Novas variantes da Covid geram aumento de casos nos EUA

Nos Estados Unidos, as autoridades de saúde alertam para aumento de casos da covid-19 e atendimento nos prontos-socorros. Essa onda de casos está relacionada com um grupo de novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2, como LB.1 e KP.3, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

No estado de Ohio, os atendimentos por causa da covid-19 aumentaram em mais de 23%, enquanto as mortes pela infecção subiram 14,3%, por exemplo. Embora esse aumento seja real, ele é muito distante da situação vista nos meses mais críticos da pandemia, onde milhares de pessoas buscavam atendimento emergencial.

“Espera-se que a covid-19 continue a provocar surtos periódicos à medida que novas variantes surgem”, explica Jasmine Reed, porta-voz do CDC, para o jornal The Washington Post. Entre outros fatores, isso ocorreu devido à diminuição do efeito protetor da imunidade gerada por infecções anteriores e pelas baixas taxas de vacinação.

Novas variantes da covid-19

Considerando o último levantamento do CDC, divulgado no final de junho, confira as variantes da covid-19 predominantes nos EUA, em ordem decrescente:

KP.3: responsável por 33,1% dos novos casos de covid nos EUA;

KP.2: responsável por 20,8%;

LB.1: responsável por 17,5%;

KP.1: responsável por 9%.

Em comum, todas as novas variantes descendem da variante JN.1 e foram apelidadas informalmente de “FLiRT”. Para entender, cada letra desta sigla faz referência a uma mutação específica na proteína S, encontrada na membrana viral.A exceção é a LB.1, já que possui uma mutação adicional, divergindo das outras.

Mutações

Em alguns casos, essas mutações são associadas a uma capacidade maior de transmissão, mas não foram relacionadas com infecções mais graves da covid-19.

Novas variantes da covid-19, como KP.3 e LB.1, causam aumento de casos nos EUA (Imagem: Reprodução/CDC)

“Muito disso está no nível molecular. A diferença clínica [entre as novas variantes] é pequena, se houver”, afirma Preeti Malani, médica infectologista da Universidade de Michigan. “É importante rastrear isso do ponto de vista da saúde pública, mas, para mim, essa é uma evolução normal e esperada [do coronavírus]”, acrescente.

Novos sintomas da covid?

Como indicou a infectologista Malani, não foram identificados novos sintomas da covid-19 relacionados a essas variantes em crescimento, como a KP.3 e LB.1. Então, os sintomas mais comuns da infecção continuam os mesmos:

Febre;

Dor de garganta;

Tosse;

Falta de ar ou dificuldade para respirar;

Fadiga;

Dores musculares;

Dor de cabeça;

Perda de paladar ou olfato;

Congestão nasal (“nariz entupido”);

Náuseas e vômito;

Diarréia.

E o Brasil?

Diferente dos EUA, o Brasil não enfrenta um novo aumento de casos da covid-19. É o que revela o Boletim do InfoGripe, levantamento sobre doenças respiratórias da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (4).

A maioria dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), condição de síndrome gripal que leva à hospitalização, está relacionada com os vírus VSR, Influenza A e rinovírus.

“A covid-19 tem se mantido em patamares baixos quando comparada com seu histórico de circulação”, afirma o levantamento. As exceções são os estados do Ceará e do Piauí, onde a covid é a principal causa de internação por SRAG entre os idosos.

Independentemente da alta de casos (ou não), a vacinação contra a covid-19 ainda é importante, já que o vírus continua a circular e a evoluir, o que é demonstrado pelas novas variantes. Inclusive, a KP.2 já foi identificada nacionalmente.

No Sistema Único de Saúde (SUS), as vacinas da covid estão disponíveis para crianças com mais de 6 meses. Além disso, os grupos prioritários, como idosos ou pessoas imunocomprometidas, podem receber doses de reforço.

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