
Veja lista de presos na operação desta quarta (03/07) do MPAM na UPA José Rodrigues (foto)
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga fraude em licitações na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Rodrigues, em Manaus. A UPA fica na avenida Camapuã, no conjunto Cidade Nova. Há suspeita de que outras unidades façam parte do esquema. A investigação é restrita, segundo o governo afirma, em nota, ter sido informado pelo MPAM, à unidade e não atinge a cúpula da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).
Foram presos hoje (03/07), a diretora geral da UPA, Lara Luiza Farias, a diretora financeira Giovana Antonieta e o empresário Edmilson Sobreira.
O Portal chegou a uma parte da lista dos “serviços” objetos das licitações que envolviam integrantes da mesma família, dona de seis empresas. Uma empresa ganhou R$ 50 mil para pintar a parede e outra R$ 14 mil para limpar esquadrias. Uma terceira, outros R$ 50 mil para pintar o piso e a quarta R$ 50,1 para impermeabilizar a parede.
Em outros lotes de licitações, a UPA pagou R$ 30 mil por manutenção de colchão, mais R$ 50 mil por “reforma de cama hospitalar”, R$ 30 mil para manutenção em extintor e R$ 50 mil para aplicar película. A impunidade ficou tão grande que, para fazer dinheiro, havia licitação com pouca sutileza, como uma “para pintura de parede” e outra para “serviço de pintura”.
O MPAM tem uma lista com mais de 40 contratos para serviços assim (sinalização vertical, manutenção de totem etc.). Todos eram feitos dentro do limite legal de “dispensa de licitação”, que é de R$ 50 mil.
Os familiares-empresários combinavam os preços e estavam tão certos da impunidade que faziam transações bancárias com servidores públicos. A revelação foi feita pelo promotor Edinaldo Aquino Medeiros, que comandou a operação.
Sexta-feira (05/07), o Ministério Público ouvirá Lara Luiza, Giovana Antonieta e Edmilson Sobreira, que foram presos, além de outros 12 investigados. A operação de hoje (03/07) foi realizada em Manaus e Curitiba, contando com apoio do Ministério Público do Paraná.
O MPAM atuou por intermédio da 77ª Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodepp), em parceria com o Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Caocrimo) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).