03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cineteatro Guarany exibe ‘A arte de Adanilo no cinema’ neste sábado (30)

Publicado em 30 de março, 2024

Cineteatro Guarany exibe ‘A arte de Adanilo no cinema’ neste sábado (30)

A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 16 anos (Foto: Divulgação)

Neste sábado (30), obras cinematográficas do ator amazonense Adanilo estarão em cartaz no Cineclube de Artes, em exibição a partir das 19h, no Cineteatro Guarany, avenida Sete de Setembro (anexo ao Palácio Rio Negro), no Centro de Manaus. Dos cinco curtas-metragens exibidos, dois são escritos e dirigidos pelo ator de projeção internacional. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 16 anos.

Organizado pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Cineclube e Artes visa dar visibilidade ao audiovisual amazonense. A programação deste sábado destaca a multifacetada carreira de Adanilo, incluindo o curta “A menina do guarda-chuva”, seu primeiro trabalho no audiovisual, que marca o início da Artupre Produções, fundada por ele.

O curta  “A menina do guarda-chuva” (2014) abre a exibição no cineteatro. A obra foi a primeira atuação de Adanilo no audiovisual, culminando com o primeiro trabalho da Artupre Produções, companhia fundada por ele em parceria com demais profissionais. “A menina do guarda-chuva foi o primeiro filme que a gente conseguiu se firmar tanto como produtora, quanto produtora de arte, produtora de cinema”, disse. O roteiro e direção é de Rafael Ramos.

Na sequência, “Aquela Estrada” (2016), também assinado pela Artrupe, escrito e dirigido por Rafael Ramos. “É um filme diferente do primeiro, é mais alternativo, por assim dizer, já se experimenta mais, já não conta uma historinha tão simples”, acrescenta Adanilo.

O terceiro filme “O Tempo Passa” (2016) é o resultado de políticas públicas culturais, contemplado com recursos de editais municipais e estaduais. “Foi muito importante para a minha carreira, inclusive, porque com esse portfólio consegui acessar outras vias de produção no Rio de Janeiro, principalmente”, ele recorda. “É um filme que, inicialmente, eu escrevi o roteiro. Depois transferi para o Diego Bauer, que foi quem dirigiu também. É um filme que se passa na Compensa, e tem essa proximidade com o bairro onde eu nasci e me criei”.

Também será exibida a obra “521 Anos – Siia Ara” (2021), uma videoperformance com atuação, roteiro e direção de Adanilo. A convite da companhia de teatro amazonense Ateliê 23, o ator participou da mostra Raça, Gênero e Sexualidade. “Eu construí essa obra que fala sobre o coma colonial, o quanto nós brasileiros de maneira geral estamos adormecidos com os temas da colonização. E a oportunidade que a gente tem pra despertar nossos olhares, enxergar nossas identidades e retomar nossa cultura, nossas tradições”.

Encerrando o sábado, “Castanho” (2023), curta-metragem escrito e dirigido pelo amazonense, segue um modelo de ficção. O trabalho ganhou grande repercussão, participando de vários festivais, como o Festival de Cinema do Rio, o Festival Curta Kinoforum, em São Paulo, e estreou no Festival de Cinema Olhar do Norte, em Manaus. “Foi a primeira vez que experimentei escrevendo e dirigindo, sem participar (atuando) nem nada. O elenco é composto pela Sofia Sahakian, Rosa Malagueta e Israel Castro”, finaliza Adanilo.

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