04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto “Espaço verde nas comunidades” vai recuperar áreas degradadas

Publicado em 03 de novembro, 2014

O conjunto habitacional Campo Dourado, na zona Norte, com acesso principal pela avenida G, será o primeiro a ser beneficiado com uma série de intervenções em áreas verdes da cidade, visando requalificar e revitalizar os espaços integrados a loteamentos aprovados e já usados pela comunidade para lazer e contemplação. O projeto da Prefeitura de Manaus, chamado de “Espaço Verde na Comunidade”, vai promover a valorização dessas áreas e contará com a atuação das secretarias municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), de Infraestrutura (Seminf), de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) e do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb).

Montagem

Projeto piloto será no conjunto habitacional Campo Dourado, na zona Norte.

No conjunto habitacional Campo Dourado, a intervenção desenhada pela equipe de arquitetos do Implurb, com apoio da Diretoria de Gestão Territorial e Ambiental da Semmas, prevê para o espaço a implantação de pista de caminhada, trilhas, academia ao ar livre, playground, paraciclo, campos de futebol e quadra de vôlei de areia, todos equipamentos instalados já nas áreas degradadas e já com uso alterado. O lote tem 2,1 hectares e o projeto atingirá 2,8 mil metros quadrados, começando com limpeza, melhoria urbana e ambiental, incluindo plantio e replantio de espécies nativas.

“Especificamente no Campo Dourado se percebe que existe um bom uso do espaço pelos moradores, o que evita a transformação do lugar em lixeira viciada ou área invadida”, explica o diretor de Planejamento Urbano do Implurb, Laurent Troost. O diagnóstico das áreas verdes começou no ano passado e se intensificou em abril deste ano, com o mapeamento e análise do entorno e dos usos comunitários. No Campo Dourado existe um pequeno igarapé, que terá sua vista valorizada e será melhor incorporado à natureza e à topografia local.

Às vezes vistas como problemáticas, por problemas com invasão, lixeiras viciadas e pontos de zonas vermelhas e uso de drogas, as áreas verdes são espaços definidos pelo poder público, com base em projetos de parcelamento do solo urbano, constituídas por florestas, trechos florestais ou demais formas de vegetação (primária, secundária ou plantada), de natureza jurídica inalienável, e destinadas à manutenção da qualidade ambiental.

O projeto-piloto terá um custo aproximado de R$ 700 mil, valor que será absorvido a partir de uma compensação ambiental por uma empresa. “Temos hoje uma realidade bastante complexa em relação às áreas verdes, pois são espaços protegidos, mas que sofrem com invasões de graus diferentes, como degradação ambiental da cobertura vegetal e dos igarapés e a ampliação de quintais”, explicou o diretor de Gestão Territorial e Ambiental da Semmas, Andrew Murchie.

“A ideia é valorizar o verde cada vez mais. O projeto terá faixas verdes antes da construção de calçadas, de três metros, com o plantio de mais árvores e uma pista de caminhada com permeabilidade, feita de brita”, explica Laurent.

O projeto será apresentado aos moradores da área, durante uma reunião à noite, com presença de técnicos e arquitetos da Semmas e Implurb ainda esta semana. Outras cinco áreas já passaram pelo mesmo levantamento e estão localizadas nos conjuntos Renato Souza Pinto I e II, Castanheiras, Beija-Flor e Águas Claras. Todo o trabalho contará com ações para promover mudanças de comportamento e atitude dos moradores em relação às áreas verdes, a partir de suporte da Comissão Intersetorial de Educação Ambiental (CIEA-Manaus).

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