16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Núcleos de Mediação Comunitária são instalados por meio de acordo entre Semasc e MPAM

Publicado em 01 de fevereiro, 2024

Foto: Divulgação/Diego Lima/Semasc

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), e o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, assinaram, nesta quinta-feira, 1º/2, um Acordo de Cooperação Técnica para a instalação de Núcleos de Mediação Comunitária em locais estratégicos nas comunidades mais socialmente vulneráveis da capital amazonense.

De acordo com o projeto, a gestão municipal atuará na disponibilização de espaços físicos e recursos humanos para os equipamentos, contando com o suporte técnico do MPAM para a capacitação de mediadores comunitários, a fim de fornecer um atendimento rápido, desburocratizado, gratuito e eficiente para a resolução extrajudicial de conflitos existentes nas comunidades.

A reunião para assinatura do acordo foi realizada na sede do MPAM, na zona Oeste de Manaus.

“É um trabalho pensado para as comunidades mais vulneráveis e que será desenvolvido ao longo deste ano junto à população, envolvendo suas lideranças comunitárias e promovendo o protagonismo social desses cidadãos. Os mediadores, todos voluntários, diga-se de passagem, serão capacitados pelo Ministério Público para fazer a mediação de diversos tipos de conflito, objetivando fomentar a cultura da paz e da não violência nessas áreas”, explicou o secretário Eduardo Lucas, da Semasc.

Coordenadora Núcleo Permanente de Autocomposição do MPAM, responsável pela idealização do projeto, a procuradora de Justiça Anabel Vitória Mendonça de Souza destacou que a principal finalidade da implementação dos Núcleos de Mediação Comunitária é fazer com que a comunidade trabalhe pela comunidade, no sentido de capacitar voluntários que, tendo a experiência pessoal e o conhecimento do contexto em que vivem, atuem para a promoção do bem-estar social nesses territórios.

“Queremos fazer com que a comunidade trabalhe pela comunidade. A partir do trabalho voluntário e buscando o caminho de uma convivência pacífica, pautada na comunicação não violenta e com a supervisão permanente do Ministério Público, esperamos que esses mediadores comunitários sejam capazes de trabalhar em prol da própria comunidade em que vivem”, afirmou.

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