O descontrole na questão da segurança pública no Amazonas está ligada, de acordo com o candidato ao governo do Estado, Marcelo Ramos (PSB), à falta de investimento em inteligência e tecnologia, assim como no esquecimento da premissa de funcionamento do programa “Ronda no bairro” e na colocação em postos de comando da Policia Militar de oficiais que respondem por corrupção, tráfico de drogas e ligação com o crime organizado.

Marcelo Ramos criticou a nomeação para postos de comando da Policia Militar de oficiais que respondem por crimes.
Ramos lembrou ainda que o Estado gastará mais de R$ 1 bilhão em segurança pública, mas que o efeito de tranquilidade que se esperava não tem acontecido, pois o governo não tem firmeza para combater o crime. “Alguns episódios acontecidos, nos últimos dias, demonstram o absoluto descontrole na segurança pública, que se inicia dentro da Corporação”, disse, lembrado que o atual governador está dando mau exemplo, ao colocar em postos de comando, oficiais com carreira suspeita e inadequadas aos cargos de comando.
Na opinião de Ramos, a PM é formada em sua maioria por pessoas de bem, que não podem ser comandadas por oficiais acusados de vários crimes. “Essa é uma atitude que passa à corporação um mau exemplo de quem premia a conduta inadequada de maus oficias”, avaliou.
A instabilidade, segundo o socialista, tem efeito real na vida do povo. Ele citou que há um absoluto descontrole do “Ronda no Bairro”, que mudou completamente o foco do que está na sua concepção. “Quando se tem um comandante que não tem formação ou compromisso com o programa acaba acontecendo essa situação. O Ronda no Bairro precisa ser reformulado”, sentenciou.
De acordo com ele, o crime organizado e o trafico de drogas não podem ser combatidos pelo Ronda, que tem uma premissa de policia comunitária. Ramos enfatizou que devem ter combatidos com investimento em forças especiais e tecnologia. Ramos citou o assalto ao banco Itaú, que aconteceu, na segunda-feira, como ação do crime organizado e pediu que as autoridades liguem o “sinal de alerta”. “O Amazonas nos últimos tempos vem passando por precarização dos serviços de segurança. Não podemos dizer que deu certo uma política de segurança pública que passou de 16 assassinatos por cem mil bastantes em 2004 para 36 por cada cem mil habitantes, no ano passado”, concluiu.