
Senador foi homenageado em Brasília. Foto: Divulgação
“Não estou pensando em candidatura. Minha missão agora é pacificar o País”. A frase é do senador Omar Aziz (PSD-AM), ao receber o título de Cidadão de Brasília, nesta quarta (08/11). O ex-senador Paulo Otávio acabara de dizer que gostaria de tê-lo como governador, novamente, em 2026.
A “pacificação” é uma novidade. Omar foi um dos mais combativos defensores da candidatura Lula e se tornou alvo do ódio bolsonarista. Na véspera, o senador Flávio, filho do ex-presidente Bolsonaro, foi o único a atacar a Zona Franca de Manaus (ZFM), na votação da Reforma Tributária, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. “Todos têm o direito de pensar diferente de mim”, ressaltou.
Omar aproveitou também para defender a ZFM. “O empresário só ganha os benefícios depois de investir para implantar a indústria, produzir e vender o primeiro produto”, disse.
Outra vez, como vem fazendo sistematicamente, o senador atacou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em defesa do asfaltamento da BR-319. “Não há nenhum projeto de economia sustentável no Acre, Estado da ministra. Ela faz discurso para o público internacional”, atacou. “Estamos isolados por teimosia dela”.
O senador contou que, nascido em Garças (SP), viveu no Rio Grande do Sul, depois no Peru. “Saímos do Peru quando houve um terremoto que matou 70 mil pessoas e meu pai perdeu tudo”.
O pai, palestino, foi proibido de voltar ao Brasil. A família voltou para São Paulo e ele, pai, foi morar na Venezuela. “Meu pai chegou a Manaus pela BR-174. Depois mandou nos buscar”, disse.
O senador amazonense, relator do arcabouço fiscal no Senado, se tornou um herói de Brasília, ao manter o Fundo Constitucional de R$ 23 bilhões da unidade federativa.