A revista online da Federação Internacional de Futebol (Fifa), “The Fifa Weekly”, publicou matéria com destaque para Manaus, como uma das sedes da Copa no Brasil. O prefeito Arthur Virgílio tem dito que a publicação vai “impulsionar o turismo”. O governador José Melo também tem apontado o material como positivo.
A jornalista Sarah Steiner, autora da matéria, carregou nas tintas quanto ao calor na cidade, falando em temperatura de 32 graus e umidade relativa do ar de 90% na partida Itália 2 a 1 Inglaterra. Os dados oficiais são de 30 graus, com 60% de umidade, sendo que 90% é umidade de chuva e naquele dia não choveu.
“Não é lugar para jogar futebol”, escreveu. Ou seja, por essa constatação, o principal legado da Copa para Manaus, a Arena da Amazônia, com seus R$ 600 milhões de investimento, precisa ser demolida em nome da saúde dos praticantes.
Não deu tempo – ou a falta de tato na apuração não deixou – para que ela constatasse que houve jogo em Porto Alegre, a capital mais fria do Brasil, disputado acima dos 40 graus. E que a Fifa marcou uma Copa, para daqui a oito anos, no Qatar, onde as temperaturas chegam a 50 graus.
Os italianos e a Fifa certamente esqueceram a partida em que o Brasil se tornou tetracampeão mundial, no estádio Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, em 1994. Ou usariam como argumento para a derrota a temperatura local, que estava em torno de 40 graus.
A revista tem uma tradução em português. Tire suas próprias conclusões lendo as versões em inglês e português, abaixo.