
Especialistas avisam Capitania que navios podem encalhar entre Itacoatiara e Manaus
Especialista da empresa Manaus Pilots, que atua na prestação de serviços de praticagem de Itacoatiara à Tabatinga, no Amazonas, e nos nos rios que compõem a bacia Amazônia Ocidental, apresentou à Capitania Fluvial uma atualização do calado máximo recomendado (CMR) para o trecho compreendido entre as duas cidades, que apresentam, desde o dia 9 de outubro, redução para o patamar de 8,10 metros nas passagens do Tabocal e Enseada do Madeira.
O documento enviado informa que devido a folga abaixo da quilha e o fator de segurança previsto nas Normas e Procedimentos para as Capitanias dos Portos (NPCF) “teríamos um calado máximo recomendado de 7,04 metros para navios de carga não perigosa e 6,54 metros para navios de carga perigosa”.
O informe indica que as réguas pluviométricas de Manaus e Itacoatiara indicam uma continuidade da seca a um ritmo de 15 centímetros por dia. “Trata-se de uma situação calamitosa que, infelizmente, pode acarretar o desabastecimento de Manaus e interior do Estado, que depende quase que exclusivamente desse modal de transporte”.
A empresa informa ainda que apesar dos intensos esforços de buscar canais de navegação que permitam a passagem de navios de forma segura e dentro do recomendado, alguns armadores tem trazido “seus navios com calado superior ao recomendado”. “Estamos chegando ao limite e já temos a previsão de não poder atender alguns navios a partir de amanhã (10). Tais navios não poderão subir a partir de Itacoatiara ou poderão ficar retidos em Manaus aguardando uma melhoria nesse quadro”.
O ofício é assinado pelo gerente geral da empresa, Pualo César Machado.